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GCOR-G-DP-RH-001 - Gestão de Desempenho_Rev.00

1. Objetivo do Guia

Este guia orienta a liderança na condução estruturada do ciclo de Gestão de Desempenho, desde a avaliação até o desenvolvimento contínuo da equipe, garantindo alinhamento à estratégia, fortalecimento da cultura e evolução consistente dos resultados.

2. Seu Papel Como Líder

Você é:

  • Avaliador técnico e comportamental;
  • Agente de desenvolvimento;
  • Promotor da cultura e valores da empresa;
  • Responsável pela criação e acompanhamento do PDI;
  • Referência de justiça, ética e coerência.

Gestão de desempenho não é apenas avaliação, é desenvolvimento contínuo.

3. Antes da Avaliação: Prepare o Terreno

3.1. Conheça o Manual do Departamento

  • Revise competências do cargo sempre que houve alterações significativas na descrição das atividades;
  • Entenda os níveis de proficiência esperados;
  • Avalie se está observando seu colaborador com base nesses critérios.

4. Entenda as Competências Avaliadas

A avaliação considera 4 dimensões:

  • Técnicas: Conhecimentos e domínio da função;
  • Metodológicas: Organização, planejamento, gestão de processos e melhoria contínua, ferramentas necessárias para execução das atividades;
  • Culturais (DNA e valores da empresa): Alinhamento com valores e princípios organizacionais;
  • Comportamentais: Postura, comunicação, colaboração, proatividade e foco em resultados.

Sempre avalie com base em fatos observáveis, não em percepções subjetivas. Uma avaliação profissional precisa ser sustentada por evidências concretas, e não por impressões, afinidade pessoal ou julgamentos intuitivos.

4.1. O Que São Fatos Observáveis?

São comportamentos, entregas e resultados que podem ser:

  • Descritos com clareza;
  • Comprovados por registros, metas ou indicadores;
  • Exemplificados com situações reais;
  • Percebidos por terceiros de forma objetiva.

Diferença entre Avaliação Objetiva e Subjetiva:

❌ Subjetivo

✅ Objetivo

“É desorganizado.”

“Perdeu 3 prazos no trimestre e precisou de replanejamento.”

“Tem pouca postura.”

“Interrompe colegas com frequência nas reuniões.”

“Não veste a camisa.”

“Recusou assumir atividade extra mesmo com prazo viável.”

“É excelente profissional.”

“Entrega com consistência, revisa o trabalho da equipe e reduz erros.”

Tabela 1 – Diferença entre Avaliação Objetiva e Subjetiva

5. Observe ao Longo do Semestre

Você deve realizar no mínimo 1 feedbacks a cada mês. Não deixe para “avaliar de memória”.

5.1. Registre:

  • Resultados entregues;
  • Comportamentos observáveis;
  • Evoluções e dificuldades;
  • Situações críticas (positivas ou corretivas).

5.2. Use Indicadores Sempre que Possível

  • Metas atingidas;
  • Prazos cumpridos;
  • Redução de erros;
  • Resultados financeiros;
  • Produtividade.

5.3. Descreva Comportamento + Impacto

Estrutura recomendada: Situação → Comportamento → Impacto

Antes de registrar a avaliação, pergunte-se: Se o colaborador questionar minha nota, eu consigo explicar com exemplos claros?

Se a resposta for “não”, provavelmente é percepção e não fato.

Exemplo: “Na apresentação para o cliente (situação), você trouxe dados incompletos (comportamento), o que gerou retrabalho e atrasou o fechamento do projeto (impacto).”

5.4. Evite Rótulos

Rótulos são perigosos:

  • “Desmotivado”;
  • “Difícil”;
  • “Problema da equipe”;
  • “Perfil fraco”.

Substitua por descrição objetiva de conduta.

6. Etapas da Avaliação de Desempenho

O processo possui três etapas principais:

6.1. Autoavaliação (Colaborador)

Seu papel aqui:

  • Garantir que o colaborador cumpra o prazo;
  • Ler atentamente a autoavaliação antes de avaliar;
  • Identificar divergências ou pontos de alinhamento;
  • Prestar em conjunto com o RH o suporte necessário ao colaborador.

6.2. Avaliação do Gestor

Como avaliar corretamente:

  • Baseie-se em evidências;
  • Considere resultados + comportamentos + impactos;
  • Use a escala de proficiência corretamente;
  • Utilize o Manual do Departamento como material de apoio;
  • Evite favoritismo ou julgamento pessoal;
  • Seja coerente com feedbacks já realizados.
6.2.1. Perguntas que Ajudam:
  • Ele entrega com qualidade e consistência?;
  • Demonstra evolução?;
  • Vive os valores da empresa?;
  • Atua no nível esperado para o cargo?.

6.3. Reunião de Consenso (Feedback Estruturado)

Este é o momento mais importante do processo, a avaliação final é a de consenso.

Como conduzir:

  1. Escolha ambiente adequado e reservado;
  2. Comece reconhecendo pontos fortes;
  3. Apresente oportunidades de melhoria com exemplos concretos;
  4. Escute a percepção do colaborador;
  5. Alinhe expectativas futuras;
  6. Construa o PDI juntos.

7. Como Dar um Feedback de Alta Qualidade

7.1. Princípios Essenciais:

  • Fale sobre fatos, não sobre intenções;
  • Seja específico;
  • Mantenha respeito e empatia;
  • Finalize com acordos claros.

7.2 Estrutura Simples de Feedback:

  1. Situação observada;
  2. Comportamento apresentado;
  3. Impacto gerado;
  4. Expectativa futura.

8. Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)

O PDI não pode ser apenas formalidade. O Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) não deve ser elaborado posteriormente ou de forma isolada pelo líder.

Ele deve ser construído ao final da reunião de consenso, enquanto as percepções, alinhamentos e compromissos ainda estão claros para ambas as partes.

Deve conter:

  • Competências a desenvolver;
  • Ações práticas;
  • Prazo definido.

As ações devem ser mensuráveis e tangíveis, exemplos de ações:

  • Participar de 1 treinamento até data definida e aplicar o aprendizado na rotina;
  • Assumir um projeto específico com prazo e entregas claras;
  • Concluir curso ou capacitação técnica até data definida e aplicar na área;
  • Conduzir pauta em reuniões por período determinado, com registro de encaminhamentos.

9. Acompanhamento: Onde a Liderança se Diferencia

A fase de acompanhamento do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) é a etapa mais estratégica do ciclo de Gestão de Desempenho, pois é nela que o plano se transforma em evolução real.

O setor de Recursos Humanos atuará como parceiro da liderança, oferecendo:

  • Suporte na organização e controle dos PDIs;
  • Apoio metodológico para acompanhamento das ações;
  • Orientação sobre trilhas de desenvolvimento;
  • Viabilização de treinamentos internos e externos indicados no plano;
  • Apoio na contratação de capacitações quando necessário;
  • Monitoramento de indicadores de desenvolvimento.

Contudo, é fundamental reforçar que a responsabilidade principal pela execução e acompanhamento do PDI é da liderança imediata.

O desenvolvimento do colaborador acontece na rotina, no direcionamento, nas orientações práticas e nos desafios delegados, e isso é papel direto do líder.

10. Ciclo Contínuo

Gestão de desempenho não termina na avaliação. É um processo de melhoria contínua.

Após o PDI:

  • RH consolida dados;
  • Levantamento de Necessidades de Treinamento (LNT);
  • Novas capacitações;
  • Novo ciclo.

11. Encerramento

Este Guia de Acesso Rápido tem como finalidade facilitar a compreensão e a aplicação do processo de Gestão de Desenvolvimento, servindo como apoio prático para lideranças e áreas envolvidas.

Para detalhes completos sobre critérios, fluxos, responsabilidades e registros, deverá ser consultado o Procedimento PR-G-DP-RH-005-Gestão de Desenvolvimento, documento oficial que rege o processo:

Em caso de dúvidas ou necessidades específicas, o Recursos Humanos deverá ser acionado para orientação e suporte.

12. Documentos de Referência

Procedimento PR-G-DP-RH-005-Gestão de Desenvolvimento_Rev.00

Link: \\172.27.60.50\serv02\07.SGQ\01. ENGENHARIA\0.DP-RH\01.Procedimento\PR-G-DP-RH-005-Gestão de Desenvolvimento_Rev.00.docx;

IT-G-DP-RH-016 - Execução da Gestão de Desempenho SOLIDES_Rev.00

Link: \\172.27.60.50\serv02\07.SGQ\01. ENGENHARIA\0.DP-RH\02.Instrução de trabalho\IT-G-DP-RH-016 - Execução da Gestão de Desempenho SOLIDES_Rev.00.docx;

Guia Prático para Liderança – Processo Treinamento & Desenvolvimento:

Link: (ainda em construção/aprovação)