1. Apresentação Institucional
1.1 Nossa História e Essência
A Autvix Engenharia e Consultoria nasceu do propósito de oferecer soluções completas em engenharia, consultoria técnica e gestão integrada, unindo tecnologia, segurança e inovação. Desde sua fundação, o grupo construiu uma trajetória sólida pautada na excelência operacional, no respeito às pessoas e na sustentabilidade dos resultados.
Com atuação em grandes projetos industriais e de infraestrutura, a Autvix consolidou-se como uma empresa de referência nacional, reconhecida pela capacidade de integrar engenharia de alta performance a uma gestão humanizada e responsável. Seu crescimento foi impulsionado por uma cultura que valoriza a qualificação técnica, o desenvolvimento das pessoas e o cumprimento rigoroso das normas legais e de segurança.
A partir dessa base, nasceu o SEA – Sistema de Excelência Autvix, o modelo de governança e gestão que traduz o jeito Autvix de fazer acontecer. O SEA organiza e conecta todas as áreas da empresa por meio de cinco pilares fundamentais:
Pessoas, Processos e Inovação, Clientes e Mercado, Sociedade e Resultados Estratégicos.
Mais do que um sistema, o SEA é a essência da Autvix: ele garante que nossas decisões sejam éticas, nossos processos sustentáveis e nossas entregas seguras. Cada colaborador é parte ativa dessa engrenagem, contribuindo para transformar conhecimento em valor e impacto positivo na sociedade.
Hoje, a Autvix é sinônimo de competência técnica, responsabilidade social e compromisso com o futuro. Sua história é escrita diariamente por profissionais que acreditam na evolução industrial com segurança, qualidade e respeito à vida — princípios que orientam tudo o que fazemos.
1.2 Finalidade do Manual
O Manual do Colaborador é um guia institucional que tem como objetivo orientar, integrar e fortalecer a cultura Autvix. Ele reúne informações essenciais sobre nossos valores, políticas, normas e práticas internas, servindo como referência para o comportamento esperado e para a condução das atividades diárias.
Este manual também tem caráter educativo e preventivo, garantindo que todos os colaboradores compreendam seus direitos, deveres e responsabilidades no ambiente de trabalho. Seu conteúdo foi elaborado em conformidade com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), as Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e as certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001, que integram o nosso Sistema de Gestão Integrada (SGI).
A leitura e aplicação das orientações aqui contidas são obrigatórias para todos os colaboradores, independentemente de cargo ou função, garantindo padronização, conformidade e um ambiente de trabalho seguro, ético e colaborativo.
1.3 Compromisso da Autvix
A Autvix tem como compromisso central a valorização das pessoas, a segurança em todas as operações e a gestão responsável dos recursos .
Guiada pela SEA, a empresa busca continuamente o equilíbrio entre desempenho econômico, respeito ambiental e desenvolvimento humano.
Esse compromisso se traduz em ações práticas:
- Prevenção de acidentes e doenças ocupacionais;
- Respeito à legislação e às normas técnicas aplicáveis;
- Incentivo à coleta seletiva e ao consumo consciente de recursos;
- Melhoria contínua dos processos e do desempenho do SGI;
- Conduta ética, transparente e sustentável em todas as relações.
Ser parte da Autvix significa atuar com responsabilidade, representar a empresa com integridade e contribuir para o legado de excelência que estamos construindo juntos.
MAN-G-COR-002 - Manual do Líder_Rev.00
1. Objetivo
O Manual de Liderança tem como objetivo orientar e alinhar os líderes da Autvix quanto às diretrizes organizacionais, às práticas de gestão e às responsabilidades inerentes à função, assegurando uma atuação ética, responsável e em conformidade com a legislação vigente.
O manual reforça o papel da liderança na condução das equipes, no fortalecimento da cultura organizacional e na promoção de um ambiente de trabalho seguro, colaborativo e alinhado aos princípios da empresa, contribuindo para a padronização de condutas, processos e decisões, bem como para a excelência operacional e a sustentabilidade do negócio.
Mensagem da Diretoria:
- Aos Líderes Que Constroem O Futuro Da Autvix:
Em suas mãos, vocês não têm apenas um manual. Vocês têm o nosso mapa estratégico para a perenidade e a excelência. Acreditamos que a liderança não é um cargo, mas a força motriz que transforma nossa visão em realidade, nossos valores em ações e nossos desafios em oportunidades.
A Autvix alcançou seu patamar de reconhecimento pela qualidade técnica e pela capacidade de entrega. Agora, nosso próximo salto de crescimento depende de algo ainda mais profundo: a consistência e a inspiração da nossa liderança. Cada um de vocês é um guardião da nossa cultura e um catalisador do potencial de nossas equipes.
Este manual foi concebido para ser seu parceiro nesta jornada. Ele não é um livro de regras inflexíveis, mas sim uma bússola, alinhada ao nosso Sistema de Excelência Autvix (SEA), para guiar suas decisões, desenvolver seus times e garantir que cresçamos de forma sustentável, ética e inovadora.
Contamos com o seu comprometimento para não apenas ler, mas viver os princípios aqui descritos. A liderança que vocês exercem no dia a dia é o legado mais valioso que podemos construir juntos.
Com confiança e admiração,
Marcos Monfardini – Autvix Group
Para garantir uma experiência de aprendizado clara e objetiva, este manual foi estruturado em uma jornada lógica, dividida em três partes fundamentais que se conectam e se complementam.
- A Jornada do Líder:
Parte I: A Filosofia da Liderança (O PORQUÊ):
Antes de liderar, é preciso compreender por que lideramos da forma como fazemos na Autvix. Esta primeira parte é o nosso alicerce. Aqui, você encontrará nossa cultura, nosso propósito e os valores inegociáveis que definem nossa identidade. É o nosso "Norte" estratégico e cultural;
Parte II: O Framework da Liderança (O QUÊ):
Uma vez compreendida a nossa filosofia, detalhamos o que se espera de você como líder. Esta parte descreve a arquitetura da nossa liderança, a jornada de desenvolvimento com suas competências-chave e a matriz de responsabilidades claras para cada nível. É o mapa que define seu papel e suas entregas;
Parte III: A Prática da Liderança (O COMO):
Finalmente, abordamos como a liderança acontece no dia a dia. Esta seção é o seu kit de ferramentas prático, detalhando os rituais de gestão, os processos de desenvolvimento de pessoas e as ferramentas que garantem a execução disciplinada e alinhada ao SEA. É o guia prático para a aplicação da nossa filosofia e do nosso framework.
Recomendamos que a leitura seja feita nesta sequência para uma compreensão completa e integrada do que significa ser um líder na Autvix.
2. Nosso Norte – Cultura, Propósito e Estratégia
2.1. O Propósito da Liderança Autvix
Na Autvix, a liderança é o elo vital entre estratégia, cultura e execução. O líder transcende a gestão de equipes; ele atua como o principal guardião da nossa cultura e catalisador de resultados, garantindo que cada decisão esteja em sintonia com os valores da empresa e com os pilares do SEA. Seu propósito é inspirar, alinhar e entregar valor sustentável, transformando diretrizes em resultados concretos para nossas pessoas, clientes e para a sociedade.
2.2. Nossos Valores Organizacionais em Ação (o que nos guia)
1. Segurança
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Garantir os recursos adequados no tempo necessário para realização das atividades seguras. | Permitir a realização das atividades mesmo sem os recursos necessários. |
Paralisar qualquer atividade em caso de risco iminente. | Negligenciar procedimentos de segurança por pressa ou conveniência. |
Liderar pelo exemplo, usando todos os EPIs corretamente. | Silenciar ou minimizar condições de trabalho inseguras reportadas pela equipe. |
Reportar todos os incidentes e quase acidentes para tratativas e lições aprendidas. | Assumir riscos desnecessários para cumprir um prazo |
Reconhecer publicamente a equipe por seguir protocolos, mesmo que isso impacte o cronograma. | Pressionar a equipe para "dar um jeitinho" em uma norma de segurança para acelerar o trabalho. |
Reconhecer publicamente o engajamento e as conquistas da equipe | Desmerecer atitudes seguras |
Tabela 1 – Valores - Segurança
2. Inovação
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Capacitar a equipe a descontruir os comportamentos de resistência a mudança como por exemplo: "Sempre foi feito assim". | Punir ou ridicularizar falhas honestas que resultam de experimentação. |
Simplificar processos, buscando eficiência e agilidade. | Descartar novas ideias sem uma análise criteriosa e transparente. |
Dedicar tempo para explorar novas tecnologias e metodologias | Resistir à mudança por apego a métodos antigos. |
Incentivar a equipe a participar da construção de ideias e ações, alocando tempo e recursos. | Dizer "não temos tempo para isso" como resposta padrão a todas as novas sugestões. |
Tabela 2 – Valores - Inovação
3. Sustentabilidade
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Promover o uso consciente de recursos (energia, água, materiais). | Desperdiçar recursos ou ignorar o impacto ambiental de nossas ações. |
Tomar decisões considerando o impacto social, ambiental e econômico. | Focar apenas no resultado financeiro de curto prazo, ignorando a perenidade. |
Garantir o descarte correto de resíduos e o cumprimento de normas. | Burlar ou ignorar a legislação socioambiental. |
Incluir metas de sustentabilidade (ex: redução de desperdício) nos KPIs da equipe. | Contratar fornecedores com base apenas no menor preço, ignorando suas práticas socioambientais. |
Tabela 3 – Valores – Sustentabilidade
4. Foco no cliente
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Ouvir ativamente para compreender a real necessidade do cliente (interno e externo), sendo proativo e protagonista na relação e na construção de soluções. | Entregar "apenas o que foi pedido", sem agregar valor ou visão crítica. |
Ser transparente sobre prazos e desafios, gerenciando expectativas. | Fazer promessas que não podem ser cumpridas |
Medir a satisfação e agir sobre os feedbacks recebidos. | Dificultar o contato ou a resolução de problemas para o cliente. |
Trazer a "voz do cliente" para as reuniões, questionando: "Como essa decisão impacta nosso cliente?" | Filtrar ou suavizar feedbacks negativo de clientes antes de repassá-los à equipe. |
Tabela 4 – Valores – Foco no Cliente
5. Excelência
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Entregar o trabalho com qualidade e atenção aos detalhes. | Perder o “senso de excelência” cultivando a cultura do conformismo e os hábitos de baixa performance. |
Aplicar o ciclo PDCA para garantir a melhoria contínua dos resultados. | Repetir os mesmos erros por falta de análise de causa raiz |
Estabelecer padrões de qualidade elevados para si e para a equipe. | Entregar trabalhos incompletas ou com erros recorrentes. |
Garantir reuniões para tratar das "oportunidades e lições aprendidas" após a conclusão dos projetos em prol da melhoria contínua. | Revisar o trabalho da equipe de forma superficial e deixar passar erros óbvios |
Tabela 5 – Valores – Excelência
2.3. Nosso DNA Autvix em Ação (como o líder se comporta)
1. Respeito
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Escutar ativamente para compreender, não apenas para responder. | Interromper ou desqualificar a opinião de colegas |
Valorizar perspectivas diferentes, mesmo que divergentes da sua. | Fazer ataques pessoais ou usar sarcasmo em discussões. |
Ser pontual em reuniões, valorizando o tempo alheio. | Permitir ou participar de fofocas e conversas paralelas. |
Garantir que todos na reunião tenham a chance de falar, moderando ativamente a conversa. | Tolerar "brincadeiras" ou piadas que possam ofender ou excluir um membro da equipe. |
Garantir o tratamento eficaz para práticas de desrespeito | Permitir práticas de desrespeito entre equipes e entre líderes e equipes. |
Tabela 6 – DNA Autvix - Respeito
2. Confiança
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Ser transparente sobre decisões e compartilhar o "porquê" por trás delas. | Ocultar informações importantes ou criar "panelinhas". |
Cumprir o que foi combinado, honrando sua palavra e seus prazos. | Fazer promessas que não pode cumprir. |
Delegar autoridade, não apenas tarefas, empoderando a equipe. | Praticar micro gerenciamento, minando a autonomia do time. |
Defender a equipe publicamente em caso de falha, assumindo a responsabilidade primária. | Expor um membro da equipe ou culpá-lo publicamente por um erro. |
Tabela 7 – DNA Autvix – Confiança
3. Atitude de Dono
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Assumir a responsabilidade por erros e acertos, sem terceirizar a culpa. | Dizer "isso não é da minha área" diante de um problema da empresa. |
Propor soluções em vez de apenas apontar problemas. | Esperar ser mandado para agir em situações que exigem iniciativa. |
Zelar pelos recursos tanto da Autvix como do Cliente como se fossem seus. | Não ter zelo ao usar os recursos da empresa e não cobrar o devido cuidado de seus trabalhadores. |
Escalar um problema para o gestor já com uma análise de causas e uma sugestão de solução (Ser proativo e protagonista - Foco em prover soluções.) | Simplesmente "passar o problema para cima" sem antes tentar resolvê-lo. |
Tabela 8 – DNA Autvix – Atitude de Dono
4. Colaboração
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Compartilhar informações e conhecimento de forma proativa. | Reter informações ou criar silos de conhecimento. |
Pedir ajuda quando necessário, reconhecendo a força do time. | Ver outras áreas como competidoras ou adversárias. |
Construir soluções em conjunto ("nós resolvemos"). | Tomar decisões isoladas que impactam outros departamentos. |
Criar rituais (ex: reuniões interdepartamentais) que incentivem a colaboração com outras áreas. | Competir com outros líderes por recursos ou reconhecimento em vez de buscar o bem comum. |
Tabela 9 – DNA Autvix - Colaboração
5. Evolução Contínua
Do's (O que o líder pratica) | Don'ts (O que o líder não tolera) |
Buscar e oferecer feedback de forma constante como ferramenta de crescimento. | Ser reativo ou defensivo ao receber críticas construtivas |
Tratar erros como oportunidades de aprendizado, registrando as lições aprendidas. | Punir erros honestos, pois isso inibe a inovação. |
Questionar o "sempre foi feito assim", incentivando novas abordagens. | Manter processos ineficientes por medo da mudança. |
Compartilhar seus próprios desafios e aprendizados com a equipe, mostrando vulnerabilidade. | Acreditar que já sabe tudo e parar de buscar feedback sobre a própria atuação |
Tabela 10 – DNA Autvix – Evolução Contínua
3. O Mapa da Liderança: Arquitetura, Perfis e Trilhas
3.1. Nosso Campo de Atuação: A Estrutura Vertical
A arquitetura de liderança da Autvix é organizada no formato matricial do Sistema de Excelência Autvix (SEA). Neste manual, nosso foco está na Liderança Vertical, pois é nela que acontece a formação, o desenvolvimento e a sustentação cultural dos nossos colaboradores.
- A Vertical é a "casa" do profissional: É o departamento (Engenharia, Manutenção, etc.) que estrutura cargos, define competências e garante a aderência ao DNA Autvix;
- O Líder Vertical é o guardião da carreira: Sua responsabilidade principal é preparar e sustentar os colaboradores, atuando como um fornecedor interno de talentos para a organização.
3.2. A Bússola do Líder: As Cinco Dimensões da Jornada
Independentemente do seu nível ou área, a atuação de todo líder na Autvix é guiada por um método padronizado: a Jornada do Líder. Esta jornada é composta por cinco dimensões interdependentes que definem o escopo universal da liderança em nossa empresa.
- Liderar a Si Mesmo: A base de tudo. Ser exemplo de disciplina, autoconhecimento e equilíbrio;
- Liderar Pessoas: Inspirar, formar e desenvolver equipes, criando um ambiente de alta performance e segurança psicológica;
- Liderar a Execução: Garantir que a estratégia se transforme em resultados, com disciplina, segurança e qualidade;
- Liderar a Inovação e a Melhoria: Atuar como um catalisador da mudança, estimulando a busca constante por melhores formas de trabalhar;
- Liderar Relações e Interfaces: Construir pontes e relações de confiança dentro e fora da Autvix.
3.3. Perfis de Liderança Autvix: As Expectativas em Cada Nível
Se a Jornada do Líder é a bússola universal, os Perfis de Liderança são as "fotografias" que definem o que se espera de você em sua posição atual. Embora todos os líderes naveguem pelas cinco dimensões, a ênfase e a complexidade de cada uma mudam drasticamente a cada nível hierárquico. As seções a seguir detalham com precisão as responsabilidades, habilidades e resultados esperados em cada degrau da nossa liderança.
Perfil de Liderança N5: Encarregado / Líder
Foco Principal: Garantir a execução técnica correta e segura das tarefas no dia a dia, liderando a equipe diretamente no campo.
Dimensão | O que é Esperado do Líder N5 |
Responsabilidades | Distribuir as tarefas diárias para a equipe; Orientar tecnicamente a execução das atividades; Assegurar o cumprimento rigoroso dos padrões de segurança, meio ambiente e qualidade; Reportar o andamento, desvios e incidentes para o Supervisor (N4); Reportar necessidades de melhorias; Incentivar o cumprimento dos valores e DNA's da Autvix; Garantir o devido apontamento das horas trabalhadas. |
Foco Temporal | Diário/Semanal: O que precisa ser feito hoje e nesta semana. |
Decisões-Chave | Distribuição de tarefas na equipe; Correção imediata de um método de execução; Paralisação de uma tarefa por risco de segurança. |
Principais Interfaces | Sua equipe operacional (primária); Supervisor (N4). |
Habilidades | Comunicação Direta e Clara: Transmitir ordens e instruções de forma inequívoca; Delegação de Tarefas: Atribuir o trabalho certo para a pessoa certa; Feedback: Corretivo Imediato: Corrigir a execução errada no momento em que ela acontece; Positivo: Valorizar e parabenizar pelas entregas com excelência. |
Conhecimentos | Profundo conhecimento técnico dos processos que a equipe executa; Domínio das normas de segurança, meio ambiente e qualidade aplicáveis à sua frente de trabalho. |
Principais Comportamentos (DNA) | Presença constante no campo, junto à equipe; Disciplina exemplar no cumprimento de horários e regras; Atitude de Dono ao zelar pela segurança, meio ambiente e qualidade da entrega; Ser reflexo de relacionamento respeitoso para equipe. |
Resultados (KPIs) | Produtividade da equipe (horas, unidades, etc.); Cumprimento do cronograma diário/seminal; Zero acidentes em sua frente de serviço; Zero ocorrências ambientais em sua frente de serviço; Baixo índice de retrabalho; Realizar 1 inspeção de SSMA semanal e atuar diretamente em 1 DDS. |
Tabela 11 – Perfis de Liderança N5: Encarregado/Líder
Perfil de Liderança N4: Supervisor
Foco Principal: Garantir a execução do plano tático, gerenciando recursos, frentes de trabalho e líderes (N5) para atingir as metas de curto e médio prazo.
Dimensão | O que é Esperado do Líder N4 |
Responsabilidades | Transformar os planos da coordenação (N3) em cronogramas semanais; Acompanhar múltiplas frentes de trabalho, garantindo a integração entre elas; Assegurar a disponibilidade de recursos (pessoas, equipamentos, materiais); Desenvolver e orientar os Líderes de Frente (N5); Tratar junto ao coordenador as necessidades de melhorias encontradas pelos líderes. |
Foco Temporal | Semanal/Mensal: O plano deste mês e o desdobramento para as próximas semanas. |
Decisões-Chave | Alocação de equipes e equipamentos entre frentes de trabalho; Aprovação de horas extras mediante a aprovação da horizontal; Validação do planejamento de férias da equipe, mediante a validação do planejamento. |
Principais Interfaces | Encarregados (N5); Pares (outros Supervisores); Coordenação (N3). |
Habilidades | Planejamento de Curto Prazo: Organizar a agenda de trabalho da semana e do mês; Gestão de Recursos: Alocar pessoas e equipamentos de forma eficiente; Coaching e Mentoria de N5: Ensinar os Encarregados a liderar |
Conhecimentos | Conhecimento dos indicadores (KPIs) de produtividade e qualidade, saúde e segurança e Meio ambiente da sua área; Entendimento do fluxo do processo completo da sua vertical. |
Principais comportamentos (DNA) | Visão organizada da rotina, antecipando gargalos; Foco no desenvolvimento dos seus N5, agindo como mentor; Colaboração com outros supervisores para otimizar recursos; Foco na Excelência dos processos |
Resultados (KPIs) | Produtividade da equipe (horas, unidades, etc.); Cumprimento do cronograma diário/semanal; Zero acidentes em sua frente de serviço; Zero ocorrências ambientais em sua frente de serviço; Baixo índice de retrabalho; Realizar 1 inspeção de SSMA semanal e atuar diretamente em 1 DDS. |
Tabela 12 - Perfis de Liderança N4: Supervisor
Perfil de Liderança N3: Coordenador
Foco Principal: Garantir a padronização e a melhoria dos processos da sua vertical e desenvolver a próxima linha de supervisores (N4), traduzindo a tática em operação.
Dimensão | O que é Esperado do Líder N3 |
Responsabilidades | Garantir a aplicação das diretrizes da gerência (N2) em sua área; Desenvolver, avaliar e mentorear os Supervisores (N4); Acompanhar e analisar os indicadores (KPIs) do departamento, propondo melhorias; Padronizar processos e disseminar boas práticas; Garantir o PDCA nos processos e relações |
Foco Temporal | Mensal / Trimestral: As metas deste trimestre e o planejamento para o próximo. |
Decisões-Chave | Contratação, promoção e desligamento de membros da equipe (operacional e N5); Definição de prioridades táticas para a supervisão; Aprovação de planos de treinamento e desenvolvimento da equipe; Aprovação de compras (recursos) para a vertical, junto a gerência |
Principais Interfaces | Supervisores (N4); Gerente (N2); Pares (outros Coordenadores); Áreas de apoio (RH, SSMA, Financeiro). |
Habilidades | Visão Tática: Desdobrar metas em planos de ação; Padronização de Processos (Lean/PDCA): Identificar e eliminar desperdícios; Análise de Dados: Usar indicadores para fundamentar decisões; Mentoria de Líderes: Desenvolver as competências de gestão dos N4. |
Conhecimentos | Gestão orçamentária básica da sua área; Políticas de RH (avaliação, carreira, remuneração); Metas estratégicas da sua gerência. |
Principais Comportamentos (DNA) | Visão sistêmica, entendendo o impacto de sua área nas demais; Colaboração interdepartamental ativa; Foco no desenvolvimento de pessoas como pilar do resultado. |
Resultados (KPIs) | Atingimento das metas trimestrais da área; Índice de eficiência dos processos (redução de custo, tempo, etc.); Clima organizacional e turnover da equipe; Pipeline de sucessão para posições de N4 e N5; Realizar 1 inspeção de SSMA Mensal e atuar diretamente em 1 DDS. |
Tabela 13 – Perfis de Liderança N3: Coordenador
Perfil de Liderança N2: Gerente
Foco Principal: Liderar uma função completa, garantindo seu alinhamento com a estratégia do negócio e sua integração com as demais áreas da empresa.
Dimensão | O que é Esperado do Líder N2 |
Responsabilidades | Traduzir a estratégia da empresa em planos e metas para sua função; Gerenciar o orçamento da sua área; Garantir que sua função entregue valor para as outras áreas (clientes internos); desenvolver a sucessão para a sua própria posição e para os N3. |
Foco Temporal | Anual / Plurianual (1-3 anos): O plano deste ano e a visão de futuro da área |
Decisões-Chave | Definição do orçamento anual da área; Aprovação de projetos de grande porte e investimentos em tecnologia; Definição da estrutura organizacional da sua gerência. |
Principais Interfaces | Coordenadores (N3); Pares (outros Gerentes); Diretoria (N1); Clientes, fornecedores e parceiros estratégicos. |
Habilidades | Pensamento Estratégico: Conectar as ações da sua área à estratégia global; Gestão de Orçamento e Riscos: Tomar decisões com base em trade-offs financeiros; Negociação e Influência: Articular com stakeholders de alto nível; Visão de Negócio: Entender o mercado e a concorrência. |
Conhecimentos | Mercado de atuação da Autvix; Planejamento estratégico da empresa; Finanças para não financeiros. |
Principais Comportamentos (DNA) | Visão de negócio ampla, pensando na empresa como um todo; Atitude de Dono sobre os resultados financeiros e estratégicos da empresa; Inovação como motor de competitividade da sua área. |
Resultados (KPIs) | Atingimento das metas estratégicas anuais da área; Margem de Contribuição / EBITDA da área; Market Share ou outros indicadores de competitividade; Qualidade do pipeline de sucessão para N2 e N3. |
Tabela 14 – Perfis de Liderança N2: Gerente
Perfil de Liderança N1: Diretor
Foco Principal: Definir a estratégia de longo prazo do negócio ou grupo, garantir a perenidade da organização e gerenciar as relações com o mercado e stakeholders de mais alto nível.
Dimensão | O que é Esperado do Líder N1 |
Responsabilidades | Definir a visão, a missão e as diretrizes estratégicas da empresa; Aprovar políticas corporativas e o Sistema de Excelência (SEA); Garantir a alocação de capital entre as diferentes áreas e projetos; Ser o principal guardião e exemplo da cultura e dos valores. |
Foco Temporal | Plurianual (3-10 anos): O futuro da organização e seu posicionamento no mercado. |
Decisões-Chave | Investimentos e desinvestimentos de grande porte; Entrada em novos mercados ou linhas de negócio; Fusões, aquisições e parcerias estratégicas; Nomeação e desenvolvimento de Gerentes (N2). |
Principais Interfaces | Gerentes (N2); Conselho de Administração; Investidores e mercado financeiro; Governo e sociedade. |
Habilidades | Visão de Longo Prazo: Antecipar tendências e posicionar a empresa para o future; Gestão de Portfólio: Avaliar e equilibrar diferentes unidades de negócio; Alocação de Capital: Decidir onde investir para maior retorno estratégico; Gestão de Stakeholders Externos complexos. |
Conhecimentos | Macroeconomia e geopolítica; Governança Corporativa; Tendências globais de tecnologia e do setor. |
Principais Comportamentos (DNA) | Liderança pelo exemplo cultural em todas as ações; Pensamento ambidestro: Gerenciar o negócio de hoje e, ao mesmo tempo, construir o de amanhã; Coragem para tomar decisões de alto impacto e risco calculado. |
Resultados (KPIs) | Crescimento da receita e do lucro; Valor da empresa (Valuation); Retorno sobre o Capital Investido (ROIC); Sustentabilidade e reputação da empresa no longo prazo |
Tabela 15 – Perfis de Liderança N1: Diretor
3.4. Trilhas de Desenvolvimento: A Jornada Entre os Níveis
A promoção na Autvix não é apenas uma recompensa pelo bom desempenho no cargo atual; é o início de uma nova jornada que exige uma transformação consciente. Cada transição entre os níveis de liderança é uma "passagem" que demanda o desenvolvimento de novas habilidades, uma nova alocação de tempo e, mais importante, a adoção de novos valores profissionais.
Esta seção detalha as trilhas de desenvolvimento para navegar em cada passagem com sucesso.
Trilha 1: Da Execução para a Liderança (Colaborador → N5)
- De: Excelente executor técnico;
- Para: Líder de Equipe (Encarregado).
Desafio Central: Parar de fazer, começar a liderar. O sucesso agora vem do resultado da equipe, não do seu esforço individual.
Foco do Desenvolvimento:
- Habilidades: Aprender a planejar o trabalho do dia, delegar tarefas de forma clara, dar feedback corretivo imediato e motivar a equipe;
- Aplicação do Tempo: Reduzir o tempo gasto executando tarefas e aumentar o tempo gasto planejando, orientando e monitorando a equipe;
- Valores: Deixar de valorizar o "heroísmo individual" e passar a valorizar o "sucesso coletivo";
- Valores refletidos no comportamento: O líder deixa de perceber os valores organizacionais apenas sob a ótica de colaborador e passa a agir como referência para a equipe, compreendendo que suas atitudes, decisões e posturas representam os valores da empresa e influenciam diretamente o comportamento, o engajamento e a conduta dos colaboradores sob sua liderança.
Trilha 2: De Líder de Equipe para Líder de Líderes (N5 → N4)
- De: Líder da execução diária.
- Para: Supervisor de frentes de trabalho.
Desafio Central: Parar de gerenciar pessoas, começar a desenvolver líderes. O sucesso agora depende da sua capacidade de formar bons Encarregados (N5).
Foco do Desenvolvimento:
- Habilidades: Aprender a selecionar potenciais líderes, fazer coaching, avaliar o desempenho de um líder (não apenas de um executor) e planejar a alocação de recursos para a semana/mês;
- Aplicação do Tempo: Reduzir o tempo "no campo" resolvendo problemas imediatos e aumentar o tempo em reuniões de coaching com seus N5s e no planejamento tático;
- Valores: Deixar de valorizar a resolução de todos os problemas e passar a valorizar o empoderamento dos seus N5s para que eles resolvam os problemas;
- Valores refletidos no comportamento: Nesse papel, seu comportamento deixa de influenciar apenas pelo exemplo e passa também a estruturar, orientar e corrigir condutas, assegurando coerência entre valores, processos e resultados da equipe.
Trilha 3: De Supervisor da Rotina para Coordenador de Processos (N4 → N3)
- De: Garantidor da rotina.
- Para: Otimizador do sistema.
Desafio Central: Parar de "apagar incêndios", começar a criar sistemas à prova de fogo. O foco muda da resolução de problemas diários para a melhoria e padronização dos processos que evitam que os problemas aconteçam.
Foco do Desenvolvimento:
- Habilidades: Aprender a mapear fluxos de trabalho, analisar indicadores para encontrar causa raiz, aplicar metodologias de melhoria contínua (Lean, PDCA) e comunicar-se de forma eficaz com a gerência e áreas de apoio;
- Aplicação do Tempo: Reduzir o tempo monitorando a execução diária e aumentar o tempo analisando dados, redesenhando processos e desenvolvendo a visão tática dos seus Supervisores (N4s);
- Valores: Deixar de valorizar a "velocidade da resposta" e passar a valorizar a "robustez do processo";
- Valores refletidos no comportamento: Nesse nível, o coordenador deixa de influenciar apenas a execução e passa a alinhar pessoas, equipes e resultados, sendo agente ativo na consolidação da cultura organizacional e no fortalecimento do comportamento esperado em toda a área.
Trilha 4: De Líder Tático para Líder Estratégico-Funcional (N3 → N2)
- De: Especialista da sua área.
- Para: Estrategista da sua função.
Desafio Central: Parar de pensar apenas na sua vertical, começar a pensar no negócio. O sucesso não é mais a eficiência da sua área isoladamente, mas a contribuição dela para a estratégia geral da empresa.
Foco do Desenvolvimento:
- Habilidades: Aprender a pensar estrategicamente (horizonte de 1-3 anos), gerenciar um orçamento, negociar com outras gerências (seus pares), entender o mercado e desenvolver uma visão de futuro para sua função;
- Aplicação do Tempo: Reduzir o tempo em questões operacionais/táticas e aumentar o tempo em reuniões de planejamento estratégico, análise de mercado e interação com outras áreas do negócio;
- Valores: Deixar de valorizar apenas a excelência funcional e passar a valorizar o sucesso competitivo e financeiro da empresa como um todo;
- Valores refletidos no comportamento: Ao evoluir de coordenador para gerente, o profissional assume uma visão estratégica e institucional, tornando-se responsável por garantir que os valores da empresa estejam incorporados às decisões de maior impacto, à gestão de recursos e ao direcionamento das equipes, influenciando a cultura organizacional de forma ampla e sustentável.
Trilha 5: De Líder Funcional para Líder de Negócios (N2 → N1)
- De: Gerente da melhor função.
- Para: Diretor do melhor resultado para o negócio.
Desafio Central: Parar de otimizar a sua função, começar a otimizar o portfólio. O desafio é aprender a fazer trade-offs entre áreas funcionais (ex: investir mais em marketing ou em P&D?) para maximizar o resultado global.
Foco do Desenvolvimento:
- Habilidades: Aprender a pensar em termos de lucro e perda (P&L), alocação de capital, análise de portfólio, gestão de stakeholders externos complexos (investidores, conselho) e comunicação visionária;
- Aplicação do Tempo: Reduzir o tempo gerenciando sua antiga função e aumentar o tempo pensando no ecossistema completo do negócio, no mercado e na visão de longo prazo;
- Valores: Deixar de valorizar o sucesso da sua área de origem e passar a valorizar a análise imparcial e o sucesso sustentável do negócio como um todo;
- Valores refletidos no comportamento: Ao evoluir de gerente para diretor, o profissional passa a atuar em nível estratégico e corporativo, sendo responsável por definir, sustentar e patrocinar os valores da empresa, assegurando que eles orientem as decisões institucionais, a governança, a liderança executiva e o posicionamento organizacional, com impacto direto na cultura, nos resultados e na perenidade do negócio.
4. O Ritmo da Gestão: Rituais e Governança
4.1. A Finalidade dos Rituais
A excelência na execução não acontece por acaso, ela é fruto de disciplina. Os rituais de liderança são a espinha dorsal dessa disciplina na Autvix. Eles são o conjunto de práticas e encontros que garantem o alinhamento contínuo entre estratégia, tática e operação.
Estes rituais não são "reuniões burocráticas". São o pulso da nossa organização, o mecanismo pelo qual garantimos a comunicação fluida, a tomada de decisão baseada em dados e a correção rápida de desvios. A participação e a condução destes rituais com seriedade são responsabilidades inegociáveis de todo líder.
4.2. Matriz e Rituais por Nível de Liderança
A tabela a seguir detalha a cadência de rituais e o papel esperado de cada nível de liderança.
Ritual | N5 (Encarregado/Líder de Frente) | N4 (Supervisor) | N3 (Coordenador) | N2 (Gerente) | N1 (Diretor) |
Diário: Daily Meeting / Toolbox de Segurança | Conduz a reunião com sua equipe no campo, alinhando prioridades do dia, distribuindo tarefas e reforçando os procedimentos de segurança | Garante que seus N5s realizem o ritual com qualidade, consolida os pontos críticos e resolve impedimentos imediatos | Monitora a eficácia dos rituais diários e atua em desvios sistêmicos ou problemas que o N4 não conseguiu resolver | (Informado sobre desvios críticos) | (Informado sobre desvios críticos) |
Semanal: Reunião de Equipe e 1:1s | Participa ativamente da reunião semanal, reportando o progresso, os desafios e as lições aprendidas de sua frente de trabalho | Conduz a reunião de planejamento e acompanhamento semanal com seus N5s e equipe; realiza 1:1s quinzenais com seus N5s para coaching e acompanhamento de tarefas | Participa seletivamente da reunião semanal para dar direcionamento; realiza 1:1s mensais com seus N4s com foco em desenvolvimento e metas | (Informado sobre resultados) | (Informado sobre resultados) |
Mensal: Checkpoint de Indicadores (KPIs) | Fornece os dados primários de performance de sua equipe para alimentar os indicadores | Consolida e apresenta os dados operacionais de suas frentes de trabalho para a coordenação; participa da análise dos resultados | Lidera a reunião de análise crítica dos KPIs do departamento, identifica desvios, define planos de ação corretivos e reporta os resultados da gerência | Participa da reunião de checkpoint do N3, cobra os resultados, ajuda a remover barreiras interdepartamentais e consolida a performance da gerência | Recebe e analisa o relatório consolidado de performance da empresa, questionando desvios estratégicos |
Trimestral: Revisão de Resultados e Planejamento | (N/A) | Fornece insumos e análises sobre a performance e os desafios do trimestre | Prepara e apresenta a análise de resultados do trimestre de sua área, incluindo o progresso das metas, as lições aprendidas e o plano de ação para o próximo ciclo | Conduz a Reunião Trimestral dos Resultados (RTR) com seus N3s e pares, alinhando os planos táticos, revisando o orçamento e garantindo a integração entre as áreas | Lidera a RTR com a diretoria, avalia a performance do negócio como um todo e aprova os direcionamentos estratégicos para o próximo trimestre |
Anual: Ciclo de Planejamento Estratégico | (N/A) | (N/A) | Fornece o diagnóstico da sua área (pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças) e propõe metas e projetos para o ano seguinte | Participa ativamente do processo, liderando a criação do plano tático para sua gerência, definindo metas anuais, defendendo o orçamento e desdobrando a estratégia para o N3s | Lidera todo o ciclo de planejamento estratégico da empresa, definindo as diretrizes e os objetivos de longo prazo, aprovando o orçamento final de cada gerência |
Tabela 16 - Matriz e Rituais por Nível de Liderança
4.3. Mensagem-Chave ao Líder
Os rituais de liderança são o esqueleto que sustenta o corpo da nossa organização. Cumpri-los com disciplina e propósito é o que nos permite mover de forma coordenada, forte e ágil. Sua responsabilidade não é apenas participar, mas garantir que cada ritual sob sua liderança seja um evento produtivo que gere clareza, alinhamento e ação.
5. Liderando o Ciclo de Vida do Colaborador
5.1. A Responsabilidade do Líder na Jornada do Colaborador
O líder é o principal arquiteto da experiência do colaborador na Autvix. Mais do que qualquer política ou programa do RH, é a sua atuação diária que define se um profissional se sentirá engajado, desenvolvido e valorizado.
Sua responsabilidade abrange todas as fases do ciclo de vida do colaborador. Garantir que cada etapa seja conduzida com o profissionalismo, a clareza e o respeito definidos em nossa cultura não é uma tarefa do RH com o seu apoio; é uma responsabilidade sua, com o apoio do RH. Este capítulo detalha o que se espera de você em cada um desses momentos cruciais.
5.2. Fase 1: Recrutamento e Seleção - Montando o Time Certo
Objetivo: Atrair e contratar profissionais que não apenas possuam a competência técnica necessária, mas que também estejam alinhados ao DNA Autvix.
Nível | Responsabilidades na Seleção |
N5/N4 | Apoia o N3 na descrição detalhada do perfil técnico e comportamental da vaga, com base na realidade do campo; Participa da entrevista técnica para validar as habilidades práticas do candidato. |
N3 | Requisita formalmente a vaga, justificando a necessidade; Define o perfil final junto ao N4 e ao RH; Conduz a entrevista final, avaliando o fit cultural e técnico, e toma a decisão de contratação em conjunto com o RH. |
N2 | Aprova a abertura de novas vagas em sua gerência, garantindo o alinhamento com o orçamento e o planejamento estratégico da área. |
N1 | Define a estratégia de crescimento do quadro de funcionários a longo prazo e aprova o headcount anual para cada diretoria. |
Tabela 17 – Fase 1
5.3. Fase 2: Integração – Garantindo um Começo de Sucesso (onboarding)
Objetivo: Acelerar a produtividade e o alinhamento cultural do novo colaborador, garantindo que ele se sinta bem-vindo, seguro e preparado para os desafios.
Nível | Responsabilidades na Integração |
N5/N4 | Realiza a integração funcional: apresenta a equipe, o ambiente de trabalho, as ferramentas e os rituais diários; Acompanhada de perto o novo colaborador nos primeiros 90 dias, designando um "padrinho/madrinha" e tirando dúvidas práticas; Conduz os feedbacks formais de 30, 60 e 90 dias. |
N3 | Apresenta a estrutura do departamento, as metas, os principais processos e os indicadores de performance; Valida o plano de 90 dias do novo colaborador, garantindo que as expectativas estejam claras. |
N2 | Participa de eventos de boas-vindas para novos grupos de colaboradores, compartilhando a visão e a estratégia da gerência. |
N1 | (N/A) |
Tabela 18 – Fase 2
5.4. Fase 3: Desenvolvimento e Performance – Elevando o Potencial (execução)
Objetivo: Garantir a disciplina, a segurança e a produtividade na rotina, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento contínuo e a evolução do colaborador.
Nível | Responsabilidades no Desenvolvimento e Performance |
N5/N4 | Fornece feedback contínuo (corretivo e de reforço) no dia a dia; Garante que a equipe tenha os recursos necessários e que os padrões de segurança e qualidade sejam seguidos; Identifica necessidades de treinamento técnico imediato |
N3 | Lidera o Ciclo de Gestão de Desempenho para sua equipe, conduzindo a avaliação formal e a devolutiva; Elabora e acompanha o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) de cada liderado; Conduz Reuniões 1:1 mensais para acompanhar metas e desenvolvimento. |
N2 | Lidera as reuniões de calibração (Matriz 9 Box) para discutir talentos e potenciais sucessores em sua gerência; Aprova promoções e movimentações estratégicas; Atua como mentor para talentos de alto potencial. |
N1 | Define a filosofia e as políticas de gestão de talentos e sucessão para a empresa; Acompanha o desenvolvimento do seu time de Gerentes (N2s), garantindo o pipeline de sucessão para a diretoria. |
Tabela 19 – Fase 3
5.5. Fase 4: Desligamento Encerrando Ciclos com Respeito (offboarding)
Objetivo: Conduzir o processo de desligamento de forma humana, organizada e profissional, preservando o conhecimento e tratando o ex-colaborador com o respeito que ele merece
Nível | Responsabilidades no Desligamento |
N5/N4 | Identifica e reporta sobre um potencial desligamento; Garante a transferência de conhecimento e atividades para a equipe; Organiza a devolução de equipamentos e ferramentas sob sua responsabilidade. |
N3 | Comunica a decisão de desligamento ao colaborador (quando parte da empresa), de forma clara, respeitosa e alinhada com o RH; Garante que todo o processo de handover seja concluído; Participa da entrevista de desligamento junto ao RH para colher insights. |
N2 | Aprova as decisões de desligamento em sua gerência, especialmente em cargos-chave; Analisa os dados consolidados de turnover e os motivos de saída para identificar problemas sistêmicos. |
N1 | Aprova o desligamento de líderes de nível gerencial (N2) e define estratégias de retenção de talentos em nível corporativo. |
Tabela 20 – Fase 4
5.6. Mensagem-Chave ao Líder
Você é o guardião da jornada do colaborador. Cada uma dessas fases é uma oportunidade de reforçar nossa cultura, fortalecer sua equipe e construir a reputação da Autvix como um lugar excepcional para se trabalhar. Lidere este ciclo com a mesma disciplina e excelência que você dedica aos nossos processos técnicos.
6. O Kit de Ferramentas Essenciais do Líder.
6.1. A Finalidade das Ferramentas
A filosofia da Parte I e o framework da Parte II se materializam através do uso consistente das ferramentas descritas neste capítulo. Elas não são um fim em si mesmas, mas o meio pelo qual praticamos uma gestão profissional, baseada em dados e focada no desenvolvimento de pessoas e processos.
Dominar as ferramentas aplicáveis ao seu nível de liderança é uma expectativa fundamental. Elas são os instrumentos que permitem que você transforme intenção em ação e estratégia em resultado.
6.2. Ferramentas de Gestão de Pessoas e Desempenho
Estas são as ferramentas que apoiam o líder em sua responsabilidade mais importante: desenvolver e gerenciar o talento de sua equipe.
6.2.1. Ferramenta: Feedback Contínuo e Estruturado
Descrição: Processo sistemático de comunicação e desenvolvimento, voltado ao alinhamento de expectativas, reforço de comportamentos aderentes ao DNA da empresa e correção de desvios, com foco na evolução individual e no fortalecimento da cultura organizacional. O feedback deve ser claro, objetivo, baseado em fatos e aplicado de forma contínua, não se restringindo aos ciclos formais de avaliação.
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Pratica o feedback no dia a dia, comunicando-se de forma aberta com a liderança imediata, compartilhando percepções sobre dificuldades, aprendizados e resultados, além de receber e aplicar os feedbacks recebidos;
- N3: Conduz feedbacks estruturados com seus liderados diretos, assegurando clareza de expectativas, orientação para melhoria e reconhecimento de desempenhos positivos, atuando como principal agente de desenvolvimento da equipe;
- N2: Garante a consistência e a qualidade dos feedbacks praticados pelos N3, orienta líderes quanto à abordagem adequada e utiliza os feedbacks como insumo para decisões de desenvolvimento, sucessão e gestão de pessoas;
- N1: Define as diretrizes e a cultura de feedback da organização, assegurando que a prática seja ética, contínua e alinhada à estratégia do negócio, além de fornecer feedbacks estratégicos aos N2, conectando desempenho, comportamento e resultados corporativos.
6.2.2. Ferramenta: Avaliação de Desempenho e Liderança
Descrição: Processo estruturado para avaliar as entregas (resultados) e os comportamentos (aderência ao DNA) de cada colaborador. É a base para o reconhecimento, a remuneração variável e o desenvolvimento.
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Fornece insumos factuais e observações sobre o desempenho dos membros da equipe para o N3;
- N3: Conduz a avaliação formal de seus liderados diretos, realiza a reunião de feedback (devolutiva) e calibra as avaliações da equipe;
- N2: Lidera as reuniões de calibração (Nine Box), avalia seus N3s e garante a equidade e o rigor do processo em sua gerência;
- N1: Define a filosofia do processo e avalia o desempenho dos seus N2s, conectando-o aos resultados do negócio.
6.2.3. Ferramenta: Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)
Descrição: Documento co-construído entre líder e liderado que estabelece metas e ações claras para o desenvolvimento de competências técnicas, metodológicas, culturais e comportamentais.
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Apoia a execução dos PDIs da equipe no dia a dia, oferecendo orientação técnica e oportunidades de aprendizado na prática;
- N3: Elabora o PDI junto com cada liderado, com base no resultado da avaliação de desempenho, e acompanha seu progresso nas reuniões 1:1;
- N2: Aprova a alocação de recursos (cursos, mentorias) para os PDIs estratégicos e atua como mentor para os talentos em desenvolvimento;
- N1: Patrocina programas de desenvolvimento de liderança em nível corporativo.
6.2.4. Ferramenta: Matriz Nine Box e Gestão de Talentos
Descrição: Ferramenta visual que cruza o Desempenho (eixo X) com o Potencial (eixo Y) de um colaborador, utilizada para calibrar a equipe e identificar talentos para sucessão.
Aplicação por Nível:
- N4/N3: Fornecem a avaliação que serve de base para a construção da matriz de suas equipes;
- N2: Lidera a reunião de "People Review" (calibração), posicionando os N3s e os principais talentos da gerência na matriz e definindo ações específicas para cada quadrante;
- N1: Conduz o "People Review" com seus N2s, garantindo um pipeline de sucessão robusto para as posições de gerência e diretoria da empresa.
6.2.5. Ferramenta: Pesquisa de Clima e Engajamento
Descrição: Mecanismo formal de escuta da equipe para medir a percepção sobre o ambiente de trabalho, a liderança e o engajamento.
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Incentiva a participação da equipe e atua nos feedbacks mais operacionais e imediatos;
- N3: Recebe e analisa o relatório de sua equipe, conduz discussões com o time e cria planos de ação para tratar os pontos de melhoria;
- N2: Analisa os resultados consolidados da gerência, identifica tendências, apoia os planos de ação dos N3s e remove barreiras sistêmicas;
- N1: Analisa o resultado global da empresa e define diretrizes estratégicas para a evolução da cultura organizacional.
6.3. Ferramentas de Gestão da Execução e Melhoria Contínua
Estas ferramentas garantem que a operação seja eficiente, previsível e esteja em constante evolução.
6.3.1.1. Ferramenta: Gestão de Tarefas e Indicadores (ClickUp, Dashboards)
Descrição: Plataformas utilizadas para planejar e acompanhar a execução de tarefas, projetos e o desempenho dos indicadores (KPIs/OKRs).
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Utilizam para gerenciar as tarefas diárias e semanais da equipe e para alimentar os dados dos KPIs operacionais (produção, segurança, qualidade);
- N3: Utiliza para gerenciar projetos táticos, acompanhar os KPIs do departamento e apresentar relatórios de performance;
- N2: Utiliza os dashboards para monitorar os resultados estratégicos da gerência, identificar desvios e tomar decisões de alocação de recursos;
- N1: Utiliza os dashboards executivos para acompanhar a performance global do negócio frente às metas estratégicas.
6.3.1.2. Ferramenta: Análise e Solução de Problemas (PDCA, Ishikawa)
Descrição: Metodologias estruturadas para analisar a causa raiz de um problema e implementar soluções eficazes e duradouras.
Aplicação por Nível:
- N5/N4: Aplicam em problemas operacionais do dia a dia (ex.: uma falha recorrente de equipamento, um desvio de qualidade);
- N3: Lideram a aplicação em problemas mais complexos que envolvem múltiplos processos ou equipes, garantindo a documentação e a padronização da solução;
- N2/N1: Patrocinam e removem barreiras para a solução de problemas crônicos e sistêmicos da organização.
6.4. Ferramentas de Autodesenvolvimento
Estas ferramentas são de uso universal, aplicáveis a TODOS os níveis de liderança para apoiar a dimensão mais importante da jornada: Liderar a Si Mesmo.
Ferramenta | Descrição e Aplicação |
Profiler (Sólides) | Ferramenta de mapeamento de perfil comportamental que fornece insights sobre seus pontos fortes, pontos de desenvolvimento e estilo de comunicação. Essencial para o autoconhecimento. |
SWOT Pessoal | Exercício de análise de suas Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) como líder, ajudando a direcionar seu PDI. |
Roda da Liderança | Autoavaliação em que o líder se dá uma nota em cada uma das 5 Dimensões da Jornada, identificando visualmente onde precisa focar seu desenvolvimento. |
Tabela 21 – Ferramenta de Autodesenvolvimento
6.5. Playbooks Táticos: A Prática da Liderança no “Como”
As ferramentas descritas nas seções 5.2, 5.3 e 5.4 fornecem o diagnóstico para a gestão. Esta seção fornece os playbooks táticos – os roteiros de "como" o líder deve agir nos momentos mais críticos e difíceis da gestão de pessoas.
A maestria de um líder na Autvix não é medida por sua habilidade de preencher uma ferramenta (como o Nine Box), mas por sua coragem e competência em conduzir as interações humanas que geram performance, garantem a meritocracia e promovem a mudança.
- O Playbook de Conversas-Chave (Feedback e Confronto Construtivo)
A "Evolução Contínua" e o "Respeito" exigem que os líderes sejam capazes de conduzir conversas difíceis de forma produtiva, como ensina Lencioni (Cap. 6). Feedback não é uma punição; é a principal ferramenta de desenvolvimento.
O líder N5 deve aplicá-lo para o "Feedback Corretivo Imediato", e o N3 para a "Avaliação de Desempenho".
Para evitar que o feedback se torne um julgamento ("Você foi desrespeitoso") e garantir que ele seja focado no fato (Atitude de Dono), utilizamos o Framework SCI:
1. S (Situação): Descreva o contexto específico. Onde e quando o fato ocorreu?
o Exemplo: "Ontem, durante o DDS..."
2. C (Comportamento): Descreva o comportamento específico, neutro e observável.
o Exemplo: "...notei que você interrompeu seu colega enquanto ele apresentava o desafio da frente de trabalho X."
3. I (Impacto): Descreva o impacto que o comportamento gerou no negócio, no processo ou nas pessoas, conectando-o diretamente aos nossos Valores ou ao DNA.
o Exemplo: "...o impacto foi que o colega se fechou e não tivemos a visão completa do problema, o que afeta diretamente nosso DNA de 'Colaboração' e 'Respeito'."
- O Guia Tático de Gestão de Performance (Pós-Nine Box)
A Matriz Nine Box (5.2.3) é o ponto de partida (o diagnóstico). A gestão de performance (o "como") acontece depois da calibração. O líder N2/N3 é o responsável por desenhar e executar planos de ação claros para cada quadrante, garantindo a meritocracia.
As duas ações prioritárias são:
1. Ação para "Talentos" (Alto Potencial / Alto Desempenho):
Foco: Acelerar, Desafiar e Reter.
"Como": O PDI deste profissional deve ser robusto e patrocinado pelo líder N2/N3, utilizando três alavancas:
- Desafio: Atribuir projetos complexos que o tirem da zona de conforto (ex: liderar um PDCA interdepartamental);
- Exposição: Incluir em Fóruns Táticos ou reuniões de nível superior para ampliar sua visão de negócio;
- Mentoria: Conexão direta com líderes seniores como parte de seu desenvolvimento.
2. Ação para "Baixo Desempenho / Baixo Potencial":
Foco: Confrontar os Fatos Brutos (Jim Collins) e agir com transparência.
"Como": O líder N3 deve, junto ao RH, estruturar um Plano de Recuperação de Performance (PRP). Este plano não é uma punição, mas a última oportunidade de desenvolvimento.
- Estrutura do PRP: Deve conter (1) Gaps claros e factuais (técnicos ou comportamentais, usando o SCI), (2) Metas de curto prazo (ex: 30-60 dias) com entregáveis claros, e (3) Consequências transparentes (a manutenção ou não no cargo), alinhadas à alçada de desligamento do N3.
- O Framework do Líder como Agente de Mudança
O "como" do valor "Inovação" e a melhoria contínua (pilar "Processos e Inovação" do SEA) dependem da capacidade dos líderes N3 e N2 de serem agentes de mudança, e não apenas administradores da rotina.
Implementar um novo processo (definido no SGI ou no Manual de Departamento) não é apenas "comunicar". O líder deve conduzir a mudança, vencendo a resistência ao "sempre foi feito assim".
O framework do líder para a mudança é:
1. "Vender" o Porquê (Conexão Estratégica): O líder deve ser capaz de responder "Por que estamos fazendo isso?" conectando a mudança ao "Norte" (Parte I).
o Exemplo: "Estamos mudando este procedimento (PR-XXX) não por burocracia, mas porque ele garante nosso valor 'Foco no Cliente' ao reduzir o tempo de resposta em X%."
2. Gerenciar a Resistência (Foco no Indivíduo): Trate a resistência como um sintoma (ex: medo do novo, falta de habilidade). Use as Reuniões 1:1 para diagnosticar a causa raiz da resistência de cada membro da equipe e tratá-la individualmente (com treinamento, coaching ou reforço do "porquê").
3. Criar "Vencimentos Rápidos" (Gerar Tração): Planeje a implementação da mudança em fases. Comunique e celebre agressivamente as primeiras melhorias (ex.: "Equipe, o novo processo que implementamos semana passada já eliminou X horas de retrabalho"). Isso gera engajamento e prova o valor da mudança.
- Playbook de Decisão: Como Praticar a Subsidiariedade (Governança na Prática)
O nosso Manual de Governança (Cap. 4.1) estabelece o "Princípio da Decisão Subsidiária" como um pilar da nossa agilidade: a decisão deve ser tomada no nível hierárquico mais baixo possível, o mais próximo da operação.
Este princípio de governança não funciona sozinho. Ele só se torna realidade através da prática diária de dois comportamentos do nosso DNA: a "Atitude de Dono" (do liderado, em tentar resolver) e a "Confiança" (do líder, em delegar autoridade).
O "como" praticar a subsidiariedade é uma via de mão dupla:
1. O "Como" para o Líder (N3/N4) – O Mentor que Empodera
Seu papel não é ter as melhores respostas, mas desenvolver líderes (N4/N5) que saibam encontrar as respostas.
Quando um liderado escalar um problema, sua responsabilidade é combater o "vício" de simplesmente resolvê-lo (microgerenciamento). O líder deve usar a escalada como uma ferramenta de coaching para desenvolver o liderado.
Seu Roteiro de Ação (Empoderar via Coaching):
Diante de um problema escalado, use este roteiro para praticar a subsidiariedade:
- Resista à Resposta Imediata: Não forneça a solução;
- Devolva com Perguntas (Coaching):
o “Qual é a sua análise da causa raiz deste problema?”;
o “Quais soluções você avaliou?”;
o “Se você tivesse a alçada para tomar esta decisão agora, qual caminho você escolheria e por quê?”
Este método força o desenvolvimento da visão tática do seu liderado, garante que você esteja cumprindo seu papel de mentor (N3/N4) e prepara seu sucessor
2. O "Como" para o Liderado (N4/N5) – O Dono que Soluciona
A "Atitude de Dono" significa que você é o primeiro responsável pela solução. Você deve evitar o "Don't" de "Simplesmente 'passar o problema para cima' sem antes tentar resolvê-lo".
Seu Roteiro de Ação (Escalar com Solução):
Antes de levar um problema ao seu gestor, você deve executar o "Do" da sua Atitude de Dono:
- Faça a Análise: Investigue a causa raiz do problema;
- Prepare as Soluções: Liste 2 ou 3 caminhos possíveis, com prós e contras;
- Tenha uma Recomendação: Esteja pronto para dizer: "Minha sugestão de solução é a Opção A, por este motivo."
6.6. Mensagem-Chave ao Líder
As ferramentas são extensões da sua capacidade de liderar, mas não a substituem. Um instrumento de precisão na mão de quem não domina a técnica é inútil. Domine as ferramentas aplicáveis ao seu nível, mas lembre-se que seu sucesso reside em usá-las com a mentalidade e os comportamentos descritos na Parte I deste manual.
7. Referências Recomendadas Para o Aprofundamento da Liderança Autvix
Aos líderes da Autvix,
O Manual do Líder é o nosso mapa, mas a jornada do conhecimento é contínua. As obras a seguir são as fundações intelectuais sobre as quais construímos nosso modelo de liderança. A leitura destes livros não é obrigatória, mas é fortemente recomendada para todos que desejam não apenas aplicar, mas dominar os princípios de uma liderança de excelência.
7.1. Para Entender a Jornada de Carreira: A Estrutura n1-n5
- Obra: The Leadership Pipeline (O Pipeline de Liderança);
- Autores: Ram Charan, Stephen Drotter e James Noel;
- Qual a sua função no nosso manual? Este livro é a espinha dorsal da nossa estrutura de liderança (N1 a N5). Ele explica por que a promoção para um novo nível não é apenas mais do mesmo, mas uma "passagem" que exige uma transformação radical em habilidades, gestão do tempo e valores. A leitura desta obra o ajudará a compreender profundamente os desafios de cada perfil de liderança e a se preparar para sua próxima transição de carreira.
7.2. Para Entender o Equilíbrio do Líder: Humildade e Ambição
- Obra: Good to Great (Empresas Feitas para Vencer);
- Autor: Jim Collins;
- Qual a sua função no nosso manual? Collins introduz o conceito do "Líder Nível 5", aquele que combina uma enorme ambição profissional com uma profunda humildade pessoal. Este livro é a base para entendermos a fundo o nosso valor de "Atitude de Dono": não se trata de ser a estrela, mas de ter uma determinação implacável para construir o sucesso da empresa, colocando a equipe e a organização acima do ego.
7.3. Para Entender o Foco em Resultados: Eficiência x Eficácia
- Obra: The Effective Executive (O Gestor Eficaz);
- Autores: Peter Drucker;
- Qual a sua função no nosso manual? Drucker, o pai da administração moderna, nos ensina a diferença crucial entre ser eficiente (fazer certo as coisas) e ser eficaz (fazer as coisas certas). Este livro o ajudará a focar sua energia e a de sua equipe não apenas em cumprir tarefas, mas em gerar o máximo de impacto e resultado, uma competência essencial para todos os níveis de liderança.
7.4. Para Entender a Cultura de Confiança e Colaboração
- Obra: The Five Dysfunctions of a Team (Os 5 Desafios das Equipes);
- Autores: Patrick Lencioni;
- Qual a sua função no nosso manual? Esta obra é fundamental para colocar em prática os nossos valores de "Confiança" e "Colaboração". Lencioni demonstra de forma clara que a ausência de confiança é a raiz de quase todos os problemas de uma equipe (como o medo de conflitos e a falta de comprometimento). A leitura o equipará com ferramentas para construir a segurança psicológica necessária para uma equipe de alta performance.
7.5. Para Entender a Si Mesmo: A Base da Liderança
- Obra: Emotional Intelligence (Inteligência Emocional);
- Autores: Daniel Goleman;
- Qual a sua função no nosso manual? Este livro é o alicerce da primeira e mais importante dimensão da nossa jornada: "Liderar a Si Mesmo". Goleman prova que competências como autoconhecimento, autogestão, empatia e habilidades sociais são mais importantes para o sucesso de um líder do que o QI ou a habilidade técnica. É uma leitura essencial para quem busca o autodesenvolvimento contínuo.
2. Jornada do Colaborador – Conectando Pessoas, Processos e Resultados
A Jornada do Colaborador é o caminho completo que cada pessoa percorre dentro da Autvix — desde o momento em que tem o primeiro contato com a empresa até o encerramento do vínculo.
Ela foi estruturada com base no SEA – Sistema de Excelência Autvix, garantindo que todas as etapas da experiência do colaborador estejam alinhadas à cultura, aos valores e às normas de qualidade, segurança e sustentabilidade.
Na prática, a jornada representa o ciclo de vida do trabalhador dentro da organização, integrando processos . Ela assegura que cada profissional tenha uma experiência coerente, humanizada e tecnicamente segura em todas as fases.
2.1 Principais Funções da Jornada do Colaborador
2.1.1 Orientar e Integrar
A jornada ajuda o colaborador a entender onde ele está e para onde pode chegar, tornando o processo de integração mais humano, organizado e transparente.
Ela comunica de forma simples como funcionam as etapas da vida profissional dentro da empresa — recrutamento, admissão, desenvolvimento, reconhecimento e desligamento.
2.1.2 Alinhar Cultura e Comportamento
Ao visualizar a jornada, o colaborador compreende que cada etapa reflete os valores e DNA da Autvix: segurança, inovação, sustentabilidade, foco no cliente, excelência, colaboração, respeito, confiança, atitude de dono e evolução contínua.
Isso fortalece o sentimento de pertencimento e reforça comportamentos esperados, como ética, colaboração e responsabilidade.
2.1.3 Garantir Conformidade e Segurança
A jornada não é apenas simbólica ela cumpre uma função prática: assegurar que todos os processos de gestão de pessoas estejam em conformidade com a CLT, NRs e ISOs.
Mostrá-la no manual permite que o colaborador saiba quais são suas responsabilidades e direitos em cada fase, garantindo transparência e prevenção de riscos trabalhistas e operacionais.
2.1.4 Promover Desenvolvimento Contínuo
A jornada deixa visível o compromisso da Autvix com o crescimento de cada pessoa. Ela mostra que o desenvolvimento é planejado, mensurável e parte da estratégia corporativa, reforçando o papel da empresa como parceira na evolução profissional.
3. Ponto de Partida – Recrutamento e Seleção
Você está na primeira etapa da nossa Trilha:
✅ Ponto de Partida → Seleção, avaliação, ingresso
⬜ Bem-vindo à Jornada → Admissão, benefícios, acolhimento
⬜ Primeiros Passos Juntos → Integração, normas, segurança
⬜ Transformando Conhecimento em Resultados → Atuação, desempenho, evolução
⬜ Possível Curva Final → Encerramento, respeito, reconhecimento
Chegar até aqui representa o primeiro marco de sua trajetória na Autvix . Mais do que uma etapa de seleção profissional, este momento simboliza o início de um compromisso recíproco entre você e a empresa.
3.1 Etapas da Jornada de Seleção
- Avaliação curricular – análise inicial de sua trajetória e experiências.
- Entrevista inicial com o RH – apresentação da Autvix e alinhamento de expectativas.
- Avaliação técnica com gestores da área – verificação de suas habilidades práticas e conhecimentos específicos.
- Avaliação comportamental (testes e dinâmicas) – compreensão do seu perfil e das suas competências interpessoais.
- Entrevista final com liderança e RH – momento de conexão final, em que consolidamos a visão sobre a sua aderência à Autvix.
Cada uma dessas etapas é conduzida com ética, transparência e respeito, em conformidade com a CLT e a LGPD, garantindo processos justos e seguros.
Ao ingressar em nossa equipe, você passa a assumir o pacto de atuar de acordo com os Valores e com o DNA da Autvix, que orientará sua conduta, suas decisões e sua forma de se relacionar com colegas, clientes e parceiros.
Este é um momento marcante, pois representa a escolha consciente de cuidar da sua própria jornada e também do coletivo, fortalecendo a cultura que nos move.
3.2 O que Não Será Permitido na Jornada Autvix 🚫
Baseados em nossos Valores e em nosso DNA (segurança, inovação, sustentabilidade, foco no cliente, excelência, colaboração, respeito, confiança, atitude de dono e evolução contínua), destacamos comportamentos que não condizem com nossa cultura e que, portanto, não serão aceitos:
- Negligenciar a segurança : descumprir normas, não utilizar EPIs ou expor a si e a outros riscos evitáveis;
- Agir com desrespeito : adotar posturas discriminatórias, ofensivas, preconceituosas ou que firam a dignidade humana;
- Faltar com a ética : omitir informações, manipular resultados, agir com desonestidade ou ferir a confiança da equipe e da empresa;
- Não cumprir regras internas e legais : descumprir políticas da Autvix, normas trabalhistas (CLT), regulamentações de segurança (NRs) e requisitos ambientais;
- Desperdiçar recursos : utilizar indevidamente bens, materiais ou tempo de trabalho da empresa;
- Atuar de forma individualista : dificultar a colaboração, negar apoio ao tempo ou prejudicar o ambiente de cooperação;
- Recusar o aprendizado : resistir a feedbacks, treinamentos ou melhorias que contribuem para o crescimento coletivo.
Consolidado este pacto inicial com os Valores e o DNA Autvix , seguimos para o Processo Admissional — momento em que sua jornada será formalizada com a assinatura do contrato, a entrega de equipamentos e os primeiros passos práticos dentro da Autvix.