Procedimentos - Qualidade e Meio Ambiente
- PR-G-QMA-001 - Controle de Informação Documentada
- PR-G-QMA-002 - Padrão Nomenclatura de Documentos
- PR-G-QMA-003 - Auditoria Interna de Gestão Integrada
- PR-G-QMA-004 - Controle de Saídas Não Conforme
- PR-G-QMA-005 - Não Conformidade e Ação Corretiva
- PR-G-QMA-006 - Monitoramento e Avaliação da Satisfação do Cliente
- PR-G-QMA-007 - Identificação e Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais
PR-G-QMA-001 - Controle de Informação Documentada
Serra, 13 de março de 2025.
A correta gestão das informações documentadas é essencial para garantir a padronização, confiabilidade e rastreabilidade dos processos da empresa. Todos os colaboradores são responsáveis por seguir as diretrizes deste procedimento, assegurando que os documentos sejam devidamente controlados, acessíveis e atualizados. O comprometimento com essas práticas fortalece a eficiência operacional e a conformidade com normas e regulamentos aplicáveis.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte na gestão de documentos, entre em contato com o setor responsável:
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
PR-G-QMA-001 - Controle de Informação Documentada_Rev.06
1. Objetivo
Estabelecer a metodologia para elaboração, aprovação, revisão, alteração, manutenção e cancelamento de documentos do Sistema de Gestão Integrada (SGI).
Nota 1: Este procedimento diz respeito ao controle de informação documentada nas empresas Autvix Engenharia e ADVIX Soluções.
1.1. Objetivo Específico
- Definição de como um documento deve ser estruturado;
- Modelo padrão para elaboração de documentos;
- Sistema de codificação dos documentos;
- Controle de revisão de documentos;
- Fluxo de aprovação dos documentos.
2. Fluxo de Aprovação
Figura 1 – Fluxo de Controle de Informações Documentadas
3. Conteúdo
Todo documento deve ser elaborado em conjunto com os principais envolvidos, para facilitar a sua elaboração, aprovação, distribuição e controle.
3.1. Elaboração
A elaboração de documentos é de responsabilidade das áreas com acompanhamento e orientação da equipe do SGI, envolvendo os colaboradores que executam a atividade a ser documentada.
Documentos a serem elaborados e controlados pelo SGI:
- Procedimento: Documento instrutivo, podendo ser em forma de fluxo, descritivo entre outros;
- Formulário: Documentos avulsos (fichas) utilizados para registrar dados, informações, cadastros ou controle de determinadas situações, além de promover a rastreabilidade da execução de determinadas atividades;
- Outros Documentos: Documentos de abrangência corporativa, que descrevem diretrizes da organização, emitidos e/ou aprovados pela alta administração da empresa (exemplos: objetivos da qualidade, descrição de cargos etc.);
- Nota: O documento Contexto e Interação de Processos só será revisado no momento da alteração de sua estrutura. Mudanças no conteúdo do mesmo será entendido como verificação/atualização, onde as mudanças descritas serão mencionadas na reunião da Análise Crítica;
- Documentos de Origem Externa: Documentos que não são desenvolvidos pelo SGI, porém necessários à consulta, tais como normas externas, catálogos, manuais, dentre outros documentos emitidos por outras áreas ou empresas;
- Instrução: Documento que apresenta informações complementares do SGI. Geralmente mais detalhados e objetivos que os procedimentos;
- Registros: Documentos que apresentam resultados obtidos ou fornecem evidências de atividades realizadas, permitindo a rastreabilidade de execução de alguma tarefa;
- Manual: Documento para servir de auxílio para a realização de atividades prestes a serem executadas, organizando as informações de forma detalhada
4. Padronização do Documento Interno
4.1. Codificação
Todo documento elaborado e controlado deve ser codificado, com o objetivo de classificar e identificar os diferentes tipos de documentos. Para diferenciar os documentos entre as empresas, é adicionado um prefixo antes do tipo de documento: "E" para documentos gerais e "AD" para documentos da ADvix Soluções. Para mais detalhes sobre a nomenclatura, consulte o documento PR-G-QMA-002 Padrão Nomenclatura de Documentos. A estrutura de codificação é estabelecida da seguinte forma:
TIPO DE DOCUMENTOS | |
SIGLA | DOCUMENTO |
PR | Procedimento |
IT | Instrução de Trabalho |
FM | Formulário |
OD | Outros Documentos |
MAN | Manual |
Tabela 1 - Padrão de Siglas por Tipo de Documentos
ÁREA DOS DOCUMENTOS | |
SIGLA | ÁREA |
INFRA | Infraestrutura & Frota |
AUT | Automação |
ECOM | Comercial Autvix |
ADCOM | Comercial ADvix |
DIR | Diretoria |
CFIN | Financeiro & Controladoria |
GC | Gestão de Contratos |
MONT | Montagens |
PLAN | Planejamento |
PROJ | Projetos |
SSEG | Segurança |
QMA | Qualidade |
DP-RH | Pessoas |
ATEC | Assistência Técnica |
SUP | SupplyChain |
TI | Tecnologia da Informação |
MOB | Mobilização |
MKT | Marketing |
Tabela 2 - Padrão de Siglas por Área dos Documentos
ABREVIAÇÕES DOS NOMES EMPRESARIAIS | |
Empresas | Abreviações |
Autvix Engenharia | E |
Autvix Code | C |
Autvix Group | G |
Autvix Service | S |
Advix Soluções | AD |
Tabela 3 – Nomenclatura Empresas
4.2. Identificação e Descrição
4.2.1. Procedimentos
Todos procedimentos devem conter as informações de identificação e descrição como por exemplo:
- Capa:
a. Tipo de documento;
b. Código de identificação;
c. Título do documento.
- Contracapa:
a. Local e data de aprovação;
b. Declaração de compromisso e contato (opcional);
c. Departamento responsável;
d. Controle de revisão (Data de aprovação, elaborador, Verificador, Aprovador e observação).
- Sumário:
4.2.1.1. Cabeçalho e Rodapé
O cabeçalho dos procedimentos deve conter a logo da empresa no lado direito do documento.
Já o rodapé deve conter informações de endereço, contatos, número da página e identificação do documento
Tabela 4 – Modelo de rodapé para procedimentos.
4.2.2. Demais Documentações
Todas as informações documentadas podem possuir informações de identificação e descrição como por exemplo: um título, data, autor, número de referência ou revisão.
Segue abaixo dois exemplos de cabeçalho que podem ser utilizados:
A | B | D |
C |
Tabela 5 – Modelo de Cabeçalho para Documentação Interna.
A) Logomarca;
B) Tipo de documento;
C) Título do documento;
D) Código de identificação (código do documento sequência de numeração com início em 01 terminando em 99), número da folha, revisão, e caso necessário a data de preenchimento para registros;
Os documentos externos podem apresentar a estrutura de cabeçalho conforme figura 1 abaixo.
Nota: Quando se tratar da ADVIX Soluções, as informações deverão ser modificadas.
Figura 2 - Modelo de Cabeçalho para Documentação Externa.
Figura 3 - Modelo de Rodapé para Documentação Externa da ADvix Soluções.
O modelo de rodapé representado na figura 2 pode ser utilizado se necessário.
Figura 4 - Modelo de Rodapé para Documentação Externa.
Pode-se acrescentar informações no cabeçalho e /ou rodapé conforme for necessário.
4.3. Formato
As informações documentadas são mantidas preferencialmente em meio eletrônico, em linguagem regional de forma a facilitar o entendimento de todos os envolvidos.
4.4. Análise Crítica e Aprovação Quanto à Adequação e Suficiência
Antes de ser aprovado ou revisão, o documento deve ser analisado criticamente pela equipe de Gestão integrada.
Sempre que necessário às áreas podem analisar criticamente os documentos para verificar a necessidade de alteração.
Todos os documentos devem ser aprovados pela Alta Gestão. A aprovação deve estar indicada no “Mapa de Controle de Documentos”.
4.5. Controle de Informação Documentada
A Autvix Group assegura que todas as informações documentadas são adequadas, estão disponíveis e protegidas conforme métodos abaixo:
A. Distribuição, acesso, recuperação e uso;
A distribuição e o controle dos documentos são de responsabilidade do Escritório da Gestão Integrada, e devem estar relacionados no documento “Mapa de Controle de Documentos”.
B. O nível de Acesso é realizado através de login e senha definido para cada usuário.;
Para assegurar que nenhum documento e registro de espécie eletrônica sejam perdidos, a empresa realiza o backup de todo seu sistema. O backup é realizado automaticamente no servidor (RAID), através do “Servidor”, permitindo o acesso de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de se armazenar os dados.
C. Armazenamento e preservação, incluindo preservação de legibilidade;
Os registros são armazenados de forma a salvaguardar as condições iniciais, a legibilidade, a identificação e a pronta recuperação. Os registros podem ser armazenados, em arquivos de aço, arquivos de madeira, pastas suspensas ou outros meios adequados de armazenamento.
Forma de preservação e conservação dos registros. Exemplo: em meio físico protegido contra intempéries; registros em meio eletrônico, são realizados “backups” que devem estar armazenados em locais apropriados ou em dependências externas, através de arquivos próprios que garantam sua integridade.
D. Controle de alterações (por exemplo, controle de versão), Retenção e disposição.
O Controle dos Registros é feito através da “Tabela de Registros” contido no mapa de controle de documentos, este controle contempla: Retenção, disposição, assim como armazenamento e forma de preservação e recuperação.
4.6. Documentos Externos
O levantamento da necessidade de utilização de Documentos Externos na Empresa é de responsabilidade de cada setor usuário.
Após o recebimento de algum documento externo, o Escritório da Gestão Integrada ou o Coordenador do Projeto registra no controle Mapa de Controle de Documentos ou Plano de Projeto o documento e os dados necessários para seu controle.
Cabe à área usuária monitorar a atualização desses documentos, de acordo com o período de verificação.
Após atualizar a versão do documento, o Escritório da Gestão Integrada ou o Coordenador do projeto, juntamente com a área responsável pelo documento, deve recolher as cópias obsoletas e decidir sobre o seu destino (eliminar / identificar como obsoleto etc.).
Todas as inclusões, atualizações e/ou descarte devem ser atualizados no controle Mapa de Controle de Documentos ou Plano de Projeto.
5. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
ENG | FM-E-AUT-003-Plano e Controle de Projeto |
SGI | PR-G-QMA-002 - Padrão de Nomenclatura de Documentos |
SGQ | FM-G-QMA-001-Mapa de Controle de Documentos |
Tabela 6 – Documentos de Referência
6. Parte Interessada
Todos os colaboradores.
7. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | |||
Estágio de SGI | Assistente de SGI | Coordenador(a) de SGI | Direção | |
Criação e Revisão de Documentos | S | E | C | C |
Aprovação de Documentos | I | I | A | A |
Distribuição e Acesso | I | R | I | I |
Identificação e Rastreabilidade | S | R | I | I |
Armazenamento e Proteção | S | R | I | I |
Retenção e Disponibilidade | S | R | I | I |
Descarte e Eliminação de Documentos | S | R | I | I |
Controle de Versão e Atualização | S | R | I | I |
Treinamento e Comunicação | S | R | R | I |
Auditoria e Monitoramento | S | R | R | I |
Tabela 7 – Matriz de Responsabilidade
7.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos pelo sistema de gestão integrado.
7.2. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Utilização de informações obsoletas | Não conformidade | Implementação de um sistema de versão controlada | Política de gestão documental | Taxa de documentos atualizados |
Dificuldade na padronização dos processos | Uso de documentos em formato ou layout inadequado | Automação de fluxos de aprovação | Implementar um sistema de controle de versões | Tempo médio de aprovação de documentos |
Uso de informações incorretas ou desatualizadas | Distribuição de documentos sem aprovação formal | Criação de modelos padronizados de documentos; | Estabelecer um processo de aprovação formal; | Taxa de conformidade com o padrão documental; |
Documentos armazenados fora do sistema oficial | Risco de perda ou extravio de informações | Facilitação do acesso remoto aos documentos | Configurar permissões de acesso com base em funções | Índice de não conformidade por processos internos |
Acesso inadequado por colaboradores sem permissão | Risco de violação de privacidade e segurança de dados | Integração com outras ferramentas de gestão | Realizar auditorias e monitoramento regulares | Feedback de usuários sobre acessibilidade e usabilidade |
Problemas de saúde, como lesões musculoesqueléticas e fadiga | Riscos ergonômicos | Aumento da produtividade e eficiência | Análise ergonômica do trabalho (AET) Ajuste do mobiliário e equipamentos Treinamento para colaboradores | Indicadores de saúde ocupacional Pesquisa de satisfação dos funcionários |
Tabela 8 – Perigos, Riscos e Oportunidades
7.3. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia | Alto consumo de energia devido ao armazenamento digital e servidores | · Utilização de fontes de energia renováveis; · Desligamento de equipamentos fora do expediente |
Geração de resíduos | Aumento de resíduos eletrônicos e papel, contribuindo para a poluição | · Digitalização de documentos para reduzir impressão; · Reciclagem e descarte adequado de documentos físicos |
Tabela 9 – Aspectos e Impactos Ambientais
8. Período de Avaliação
A área responsável pela elaboração do documento deve revisá-lo anualmente para garantir que ele permaneça alinhado com a atividade ou processo. Esse prazo pode ser antecipado caso o processo seja revisado antes de completar um ano. Dessa forma, prevenimos a obsolescência de documentos e evitamos a disseminação de informações incorretas aos colaboradores.
PR-G-QMA-002 - Padrão Nomenclatura de Documentos
Serra, 13 de março de 2025.
Todos os colaboradores são responsáveis por seguir este padrão, assegurando que os documentos sejam nomeados corretamente, evitando duplicidades e assegurando a integridade do sistema de gestão documental. O cumprimento dessas diretrizes contribui para a eficiência operacional, a conformidade com normas e regulamentos aplicáveis e a melhoria contínua dos processos organizacionais.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte na gestão de documentos, entre em contato com o setor responsável:
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
Sistema de Gestão Integrada - Autvix Group
PR-G-QMA-002 - Padrão Nomenclatura de Documentos_Rev.05
1. Objetivo
Estabelecer a metodologia para a nomenclatura dos documentos criados para a organização e rastreabilidade e acessibilidade das informações na empresa. Este procedimento estabelece diretrizes claras para a nomeação de documentos, facilitando sua identificação, consulta e gerenciamento ao longo de seu ciclo de vida.
Nota: Este procedimento diz respeito ao padrão de nomenclatura de documentos nas empresas Autvix Engenharia e ADVIX Soluções.
1.1. Objetivo Específico
- Estabelecer regras consistentes para nomeação de documentos, evitando confusões ou duplicações;
- Permitir que os documentos possam ser facilmente identificados sem a necessidade de abrir ou visualizar seu conteúdo, baseado em informações como data, assunto, versão, autor etc.;
- Facilitar a localização de documentos por meio de nomes lógicos e descritivos que reflitam seu conteúdo ou finalidade;
- Ajudar a estruturar e organizar os documentos de maneira sistemática, otimizando seu armazenamento e controle.
2. Modelo de Fluxo
Figura 1 – Fluxo de Nomenclatura
3. Conteúdo
Os documentos devem ser nomeados conforme padrões a seguir:
NOMENCLATURA DE DOCUMENTOS |
CENTRO DE CUSTO-CLIENTE-TIPO-IDENTIFICADOR-REVISÃO-DIFERENCIADOR |
Tabela 1 – Nomenclatura de Documentos
3.1. Centro de Custo
O Centro de custo é definido na sua origem e tem as seguintes opções:
- EAASEQ ou ADAASEQ – Este centro de custo é gerado no início da elaboração da proposta e deverá ser utilizado para todos os documentos gerados deste mesmo serviço como propostas, relatórios, boletins etc. Deve seguir o seguinte padrão:
A seguir, os padrões abaixo não estão vinculados a nenhum centro de custo de serviços
- E – Documentos emitidos pela Autvix Engenharia;
- AD – Documentos emitidos pela Autvix Engenharia
- AA - Últimos dois Dígitos do ano de criação do Centro de Custo;
- SEQ - O Número deve ser sequencial somando–se 1 ao último centro e custo criado, verificar planilha de centro de custos;
ÁREA DOS DOCUMENTOS | |
SIGLA | ÁREA/FUNÇÃO |
E | Documentos emitidos pela Autvix Engenharia |
AD | Documentos emitidos pela Autvix Engenharia |
AA | Últimos dois Dígitos do ano de criação do Centro de Custo |
SEQ | O Número deve ser sequencial somando–se 1 ao último centro e custo criado, verificar planilha de centro de custos |
INFRA | Infraestrutura & Frota |
AUT | Automação |
ECOM | Comercial Autvix |
ADCOM | Comercial ADvix |
DIR | Diretoria |
CFIN | Financeiro & Controladoria |
GC | Gestão de Contratos |
MONT | Montagens |
PLAN | Planejamento |
PROJ | Projetos |
SSEG | Segurança |
QMA | Qualidade |
DP-RH | Pessoas |
ATEC | Assistência Técnica |
SUP | SupplyChain |
TI | Tecnologia da Informação |
MOB | Mobilização |
MKT | Marketing |
Tabela 2 – Centro de Custo
3.2. Código do Cliente
Deve-se pegar o código do cliente conforme listado no registro do formulário “Código Cliente”, caso o cliente não conste na lista, deve-se acrescentar na última linha em branco do formulário antes de utilizá-lo.
3.3. Tipo
O código do tipo de documento deve seguir as opções definidas no registro mais atual do formulário “Tipos de Documentos”.
3.4. Identificador
O Código identificador é utilizado para identificar a sequência dos documentos criados, podendo ser um número sequencial ou um código composto por data e nome, como exemplificado a seguir.
3.4.1. Sequencial
O identificador é iniciado a partir de 001, sempre com 3 algarismos, conforme exemplos abaixo:
Nota: Para os documentos emitidos para a ADVIX Soluções, deve-se utilizar 'AD' em vez de 'E'.
Ex: EAASEQ-CLIENTE-RT-001, EAASEQ-CLIENTE-RT-002, EAASEQ-CLIENTE-RT-00X ... Etc.;
Código | Nomenclatura |
RT | Relatório Técnico |
Tabela 3 – Padrão Identificador Sequencial
3.4.2. Data/Nome
O identificador é iniciado pela data com 2 dígitos, sendo separados por ponto, e na sequência as iniciais do emissor do documento, conforme do exemplo abaixo:
Nota: Para os documentos emitidos para a ADVIX Soluções, deve-se utilizar 'AD' em vez de 'E'.
Ex.: EAASEQ-CLIENTE-RDO-AA.MÊS.DIA-INICIAISDO COLABORADOR
EAASEQ-CLIENTE-RDO-21.03.01-SAFC
Código | Nomenclatura |
RDO | Relatório diário de obra |
RDV | Relatório de despesas de viagem |
Tabela 4 – Padrão Identificador Data/Nome
3.5. Revisão
Todos os documentos gerados serão identificados com uma letra que indicará sua revisão iniciando da letra “A” ou o número “0”. Ao ser gerado a revisão do documento em questão, ele assumirá a letra “B” / “1”, e assim por diante.
Nota: Para os documentos emitidos para a ADVIX Soluções, deve-se utilizar 'AD' em vez de 'E'.
Ex.: EAASEQ-CLIENTE-RDO-AA.MÊS.DIA-INICIAISDO COLABORADOR-A
EAASEQ-CLIENTE-RT-002-A
3.6. Diferenciador - Ordem de Serviço - "OS"
Para alguns casos específicos de projetos será necessário a identificação da Ordem de serviço “OS”, nestes casos existe a formação de grupos específicos de serviços dentro do centro de custo.
Neste contexto utilizaremos a abreviatura “OS” seguida de um sequencial numérico, iniciado a partir de 01, conforme exemplo abaixo:
Nota: Para os documentos emitidos para a ADVIX Soluções, deve-se utilizar 'AD' em vez de 'E'.
Exemplo:
EAASEQ-CLIENTE-RDO-AA.MÊS.DIA-INICIAISDO COLABORADOR-A-OS01
EAASEQ-CLIENTE-RDO-AA.MÊS.DIA-INICIAISDO COLABORADOR-A-OS02
EAASEQ-CLIENTE-RDO-AA.MÊS.DIA-INICIAISDO COLABORADOR- A-OS0x
EAASEQ-CLIENTE-RT-001- A-OS01 / EAASEQ-CLIENTE-RT-001- A-OS02 /
EAASEQ-CLIENTE-RT-001- A-OS0x
4. Parte Interessada
- Todos os colaboradores.
5. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | ||||
Estagiário de SGI | Assistente de SGI | Analista de SGI | Coordenador(a) de SGI | Direção | |
Definição do Padrão de Nomenclatura | S | E | R | A | I |
Implementação do Padrão | I | E | R | I | I |
Treinamento sobre Nomenclatura | S | E | R | I | I |
Revisão e Atualização de Documentos | S | E | R | A | A |
Monitoramento e Conformidade | S | E | R | I | I |
Tabela 5 – Matriz de Responsabilidade
5.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
6. Sistema de Gestão Integrado
6.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Falta de padronização | Inconsistências nos processos e tomada de decisão | Maior organização e acessibilidade | Definição de nomenclatura para todos os documentos | Verificação periódica da conformidade dos documentos com o padrão estabelecido |
Dificuldade de localização de documentos | Atrasos na execução de tarefas e processos | Facilidade no armazenamento e recuperação | Monitorar lista de abreviações e convenções a serem seguidas | Verificar periodicamente o armazenamento dos documentos |
Inconsistência na nomenclatura entre departamentos | Dificuldade na organização e recuperação de documentos | Padronização entre setores | Treinar sobre o padrão de nomenclatura para todos os colaboradores | Verificar a adesão ao padrão por meio de auditorias internas |
Erro humano na aplicação do padrão | Informações registradas incorretamente | Maior controle e rastreabilidade | Manter procedimentos atualizados e colaboradores treinados | Monitorar a frequência de erros relacionados ao uso inadequado da nomenclatura |
Dificuldade na integração de sistemas | Falhas na transferência e compatibilidade de dados | Facilidade na integração entre plataformas | Estabelecer regras que permitam a integração de documentos entre diferentes sistemas e ferramentas | Medir o tempo e o esforço necessários para integrar novos documentos aos sistemas existentes |
Problemas de saúde, como lesões musculoesqueléticas e fadiga | Riscos ergonômicos | Aumento da produtividade e eficiência | Análise ergonômica do trabalho (AET) Ajuste do mobiliário e equipamentos Treinamento para colaboradores | Indicadores de saúde ocupacional Pesquisa de satisfação dos funcionários |
Tabela 6 – Perigos, Riscos e Oportunidades
6.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia | Ato consumo de energia devido ao armazenamento digital e servidores. |
|
Tabela 7 – Aspectos e Impactos Ambientais
7. Período de Avaliação
A verificação periódica de documentos é essencial para garantir a conformidade e a atualização dos processos organizacionais. Esse processo pode ocorrer de forma anual, para assegurar uma revisão regular e organizada, ou quando necessário, respondendo a eventos como mudanças legais, alterações operacionais ou auditorias.
PR-G-QMA-003 - Auditoria Interna de Gestão Integrada
Serra, 13 de março de 2025.
A Auditoria Interna é uma ferramenta essencial para assegurar a melhoria contínua dos processos, a conformidade com requisitos normativos e o fortalecimento do Sistema de Gestão Integrada. Por meio da auditoria, identificamos oportunidades de aprimoramento, prevenimos não conformidades e promovemos a excelência operacional.
Todos os envolvidos no processo de auditoria devem atuar com imparcialidade, responsabilidade e comprometimento, garantindo a veracidade das informações e a implementação de ações corretivas e preventivas quando necessário. O engajamento de cada colaborador é fundamental para o sucesso da auditoria e para a manutenção da qualidade, meio ambiente, saúde e segurança nos processos da empresa.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte na gestão de documentos, entre em contato com o setor responsável:
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
Sistema de Gestão Integrado - Autvix Group
PR-G-QMA-003 - Auditoria Interna de Gestão Integrada_Rev.06
1. Objetivo
Estabelecer os critérios e a sistemática para a realização de auditorias de forma a promover a eficácia e a melhoria contínua do Sistema de Gestão Integrada.
Nota: Este procedimento diz respeito à auditoria interna de Gestão Integrada nas empresas Autvix Engenharia e ADVIX Soluções.
1.1. Objetivo Específico
- Avaliar a conformidade dos processos, procedimentos e atividades com os requisitos de qualidade, meio ambiente, segurança e saúde estabelecidos;
- Verificar o cumprimento de normas e padrões, como a ISO 9001, ISO 14001 e a ISO 45001, e políticas internas da organização;
- Identificar oportunidades de melhoria nos processos, produtos e serviços;
- Garantir que os controles internos estejam funcionando adequadamente;
- Promover a eficiência e eficácia na gestão integrada;
- Contribuir para o aprimoramento contínuo da organização;
- Assegurar que os objetivos estratégicos de qualidade, meio ambiente, segurança e saúde sejam alcançados.
2. Modelo de Fluxo
Figura 1 – Fluxo de Auditoria Interna
3. Conteúdo
- SGI: a sigla representa o Sistema de Gestão Integrada, que consiste em uma abordagem organizacional que reúne diferentes normas em uma estrutura coesa, com o intuito de facilitar o gerenciamento e a eficiência de processos;
- Auditor Interno: pessoa qualificada para realizar auditorias internas;
- Auditoria Interna: a auditoria realizada pela própria empresa, conhecida como auditoria de primeira parte, tem como objetivo promover avaliações independentes dos processos e dos respectivos sistemas de controle interno. Ela pode ser conduzida por auditores internos ou por profissionais contratados especificamente para essa finalidade;
- Auditoria Externa: auditoria executada pelas mantenedoras, com a finalidade de verificar o nível de conformidade do sistema com os requisitos da norma;
- Escopo de Auditoria: definição dos limites e da abrangência de uma auditoria. Ele estabelece o que será auditado, em que profundidade e durante qual período. É um elemento fundamental do planejamento da auditoria, pois direciona o trabalho dos auditores e garante que os objetivos da auditoria sejam alcançados de forma clara e eficiente.
Elementos que compõem o escopo de auditoria:
o Objetos auditados: processos, departamentos, sistemas, contas ou operações que serão analisados;
o Período auditado: intervalo de tempo que será coberto;
o Critérios e normas aplicáveis: normas, leis, políticas internas ou padrões contra os quais os dados ou processos serão avaliados;
o Limitações (se houver): quaisquer restrições ou exclusões na auditoria;
o Localidades: unidades ou filiais onde a auditoria será conduzida (se aplicável).
- Não-conformidade: é o não atendimento a um requisito, norma ou especificação estabelecida;
- Ação Corretiva: medida tomada para eliminar a causa de uma não conformidade e evitar que ela se repita.
3.1. Gestão de Auditorias
Os trabalhos de auditoria têm como propósito avaliar os processos com independência e visão sistêmica, visando garantir seu melhor desempenho e confiabilidade. Essas auditorias devem ser conduzidas por profissionais qualificados. A independência é assegurada ao se evitar que auditores avaliem os próprios trabalhos que executaram.
As auditorias abrangidas por este procedimento avaliam os requisitos das normas ABNT NBR ISO 9001:2015, ABNT NBR ISO 14001:2015 e ABNT NBR ISO 45001:2018.
Essas auditorias são realizadas com o objetivo de verificar e avaliar a eficácia dos processos, de acordo com os requisitos estabelecidos pela empresa, ou seja:
- Verificar a adequação e a conformidade com as disposições planejadas, os requisitos normativos e os requisitos internos;
- Avaliar a eficácia e a eficiência dos processos;
- Identificar oportunidades de melhoria;
- Verificar o uso eficaz e eficiente dos recursos.
3.1.1. Tipos de Auditoria e Periodicidade
As auditorias têm sua periodicidade apresentada no quadro abaixo:
TIPO DE AUDITORIA | PERIODICIDADE |
Auditoria Interna de ABNT NBR ISO 9001:2015 | Anual (ou menor período, conforme necessidade) |
Auditoria Interna de ABNT NBR ISO 14001:2015 | Anual (ou menor período, conforme necessidade) |
Auditoria Interna de ABNT NBR ISO 45001:2018 | Anual (ou menor período, conforme necessidade) |
Auditoria de Certificação/Recertificação | Anual/Conforme agenda ISO |
Tabela 1 – Tipos de Auditoria e Periodicidade
OBS.: O Escopo da auditoria será definido conforme as necessidades dos processos podendo ser auditados processos específicos ou todos os processos.
3.2. Auditoria Interna
3.2.1. Seleção de Auditores
Para o desempenho de suas funções, o auditor deve ser selecionado com base, no mínimo, nos seguintes critérios:
- Formação em nível médio;
- Curso de Auditor Interno nas normas de referência, ministrado por instrutor qualificado;
- Experiência comprovada na implementação da norma.
Além disso, o auditor deve possuir conhecimento adequado sobre os temas a serem auditados (escopo da auditoria) e ter autoridade para tomar decisões relacionadas à sua condução.
É fundamental assegurar a independência do auditor em relação às áreas ou temas a serem avaliados, a fim de garantir a objetividade e imparcialidade do processo. Auditores não devem conduzir auditorias em atividades nas quais tenham participado diretamente.
3.2.2. Divulgação da Auditoria
A equipe do SGI deve elaborar, anualmente, o planejamento das auditorias internas, inserindo-o na agenda corporativa. Nesse planejamento, serão definidos os meses previstos para a realização das auditorias, e a equipe será responsável por comunicar essa programação aos gestores das respectivas áreas.
Além disso, nos dias que antecedem cada auditoria, os colaboradores devem ser informados por meio dos canais de comunicação mais adequados para garantir que estejam devidamente preparados.
3.2.3. Planejamento dos Trabalhos
Com base nas características de cada processo ou área, bem como em outras necessidades identificadas, o responsável pelo SGI define o local e o período de realização das auditorias, registrando essas informações no formulário “Relatório de Auditoria”. A programação das auditorias será estabelecida conforme a necessidade e deve ser comunicada à Direção.
O “Relatório de Auditoria” descreve os itens que serão verificados em cada área, incluindo informações como horário, duração e outros aspectos relevantes. Esses detalhes são ajustados em comum acordo com as áreas envolvidas, respeitando sua disponibilidade. A responsabilidade pela elaboração e pelo planejamento da programação é do SGI.
3.2.4. Execução dos Trabalhos
Nas datas previamente definidas, o auditor deve realizar uma reunião inicial com os envolvidos, apresentando de forma clara o objetivo e o escopo da auditoria.
As auditorias internas são conduzidas com base nas normas ABNT NBR ISO 9001:2015, ABNT NBR ISO 14001:2018 e ABNT NBR ISO 45001:2018, conforme as certificações aplicáveis à empresa. Também são consideradas a documentação do Sistema de Gestão Integrada — incluindo procedimentos, instruções, registros pertinentes — e a verificação prática das atividades executadas, o que pode envolver entrevistas com os colaboradores.
Os itens avaliados durante a auditoria devem ser registrados no “Relatório de Auditoria”, que deve conter os requisitos auditados, as evidências de conformidade e não conformidade, bem como oportunidades de melhoria e observações apontadas pelo auditor.
Ao final do relatório, deve ser apresentada a conclusão ou parecer do auditor ou da equipe auditora, oferecendo uma análise sobre o status de implementação e o desempenho do SGI.
As não conformidades identificadas devem ser registradas e tratadas conforme o procedimento “Não Conformidade e Ação Corretiva”. Cabe ao responsável pelo SGI avaliar a relevância das observações e eventuais desvios apontados pelo auditor. Nos casos em que os relatos indicarem aspectos de menor impacto, pode-se optar por não registrar formalmente uma não conformidade, desde que a situação seja tratada de forma adequada e tempestiva.
Concluída a elaboração do relatório, o auditor deve comunicar formalmente ao coordenador da auditoria todas as saídas resultantes do processo, incluindo as não conformidades, oportunidades de melhoria e demais registros pertinentes.
Por fim, a área auditada deve ser comunicada quanto ao resultado geral da auditoria, com destaque para os principais pontos e ocorrências identificadas.
3.3. Análise Crítica pela Alta Direção
Os resultados das auditorias devem ser analisados criticamente pela Direção e, conforme a situação das áreas auditadas e da importância de cada processo, podem solicitar o agendamento de novas auditorias.
4. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
QMA | FM-G-QMA-007 - Relatório de Auditoria |
QMA | PR-G-QMA-005 - Não Conformidade e Ação Corretiva |
Tabela 2 – Documentos de Referência
5. Parte Interessada
- Auditores Internos;
- Equipe do SGI;
- Direção.
6. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | ||||
Estagiário de SGI | Assistente de SGI | Analista de SGI | Coordenador(a) de SGI | Direção | |
Planejamento da Auditoria | S | E | R | A | I |
Execução da Auditoria | I | E | R | I | I |
Elaboração do Relatório de Auditoria | S | E | R | A | I |
Análise dos resultados da Auditoria | I | S | R | I | I |
Apresentação de resultados | I | S | R | I | I |
Desenvolvimento de plano de ação | S | E | R | A | I |
Implementação de ações corretivas | S | E | R | I | I |
Acompanhamento de ações corretivas | S | E | R | I | I |
Revisão e melhoria contínua do processo | S | E | R | I | I |
Tabela 3 – Matriz de Responsabilidade
6.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
7. Sistema de Gestão Integrado
7.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Não conformidade com regulamentações e certificações | Falta de aderência aos critérios e normas | Melhoria contínua dos processos e conformidade | Garantir que os critérios de auditoria estejam alinhados com as normas e requisitos | Auditorias regulares para verificar conformidade com as normas e padrões |
Erros humanos durante o processo de auditoria | Identificação incorreta de não conformidades | Identificação precoce de problemas e não conformidades | Treinamento contínuo para auditores e uso contínuo de ferramentas de apoio para minimizar erros | Taxa de erros identificados durante auditorias e reavaliação de processos após correções |
Falta de documentação ou registros incompletos | Dificuldade na rastreabilidade e verificação de conformidade | Maior clareza e organização nos processos | Implementar um sistema de gestão de documentos eficiente para garantir o registro adequado das auditorias | Avaliação da integridade dos registros de auditoria e verificação de documentos em auditorias |
Inconsistência nos resultados de auditorias | Dificuldade em identificar problemas reais e recorrentes | Aprimoramento das metodologias de auditoria | Padronizar as metodologias de auditoria e os critérios de avaliação para garantir consistência | Revisões regulares das metodologias e comparação dos resultados de auditorias passadas |
Não implementação de ações corretivas | Persistência de problemas e não conformidades | Aumento da eficácia e eficiência do processo | Estabelecer um plano de ação corretiva claro e um acompanhamento contínuo das ações implementadas | Acompanhamento das ações corretivas e análise de sua efetividade |
Falta de recursos para auditoria interna | Redução da eficácia do sistema de gestão | Aproveitamento mais eficiente de recursos existentes | Definir recursos necessários e buscar soluções mais eficientes em termos de tempo e custo | Monitorar o uso de recursos e avaliar a eficácia das auditorias em relação aos custos |
Falha na comunicação dos resultados da auditoria | Equipes desinformadas, dificultando melhorias nos processos | Maior transparência e tomada de decisão informada | Garantir que os resultados das auditorias sejam comunicados de forma clara e objetiva para as partes interessadas | Monitoramento de reuniões de feedback e análise da compreensão dos resultados pelos envolvidos |
Não conformidade com novas regulamentações e padrões | Desatualização nas práticas de auditoria | Adoção de melhores práticas e inovação nos processos | Manter-se atualizado sobre novas tendências e práticas de auditoria através de treinamentos e benchmarks | Realizar revisões periódicas das práticas de auditoria e adotar inovações sempre que necessário |
Problemas de saúde, como lesões musculoesqueléticas e fadiga | Riscos ergonômicos | Aumento da produtividade e eficiência | Análise ergonômica do trabalho (AET) Ajuste do mobiliário e equipamentos Treinamento para colaboradores | Indicadores de saúde ocupacional Pesquisa de satisfação dos funcionários |
Tabela 4 – Perigos, Riscos e Oportunidades
7.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia | Alto consumo de energia devido ao armazenamento digital e servidores | · Utilização de fontes de energia renováveis; · Desligamento de equipamentos fora do expediente |
Geração de resíduos | Aumento de resíduos eletrônicos e papel, contribuindo para a poluição | · Digitalização de documentos para reduzir impressão; · Descarte adequado de documentos físicos |
Tabela 5 – Aspectos e Impactos Ambientais
8. Período de Avaliação
A verificação periódica de documentos é essencial para garantir a conformidade e a atualização dos processos organizacionais. Esse processo pode ocorrer de forma anual, para assegurar uma revisão regular e organizada, ou quando necessário, respondendo a eventos como mudanças legais, alterações operacionais ou auditorias.
PR-G-QMA-004 - Controle de Saídas Não Conforme
Serra, 13 de março de 2025.
O controle de saídas não conformes é essencial para garantir a qualidade dos produtos e serviços, prevenindo impactos negativos na operação e na satisfação do cliente. Este procedimento estabelece diretrizes para a identificação, registro, segregação e tratamento adequado de itens ou processos que não atendam aos requisitos estabelecidos.
Todos os colaboradores são responsáveis por relatar e atuar na gestão das não conformidades, assegurando que as ações corretivas e preventivas sejam eficazes. O compromisso com esse processo contribui para a melhoria contínua, a conformidade com normas e regulamentos aplicáveis e a excelência operacional da empresa.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte na gestão de documentos, entre em contato com o setor responsável:
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
Sistema de Gestão Integrada - Autvix Group
PR-G-QMA-004 - Controle de Saídas Não Conforme_Rev.06
1. Objetivo
Estabelecer as diretrizes e critérios para a identificação, análise e tratamento das saídas não conforme detectadas, decorrente do principal negócio/processo das empresas, bem como o processo de abertura de não conformidade de modo a assegurar o controle do atendimento aos requisitos do cliente e dos processos.
Nota: Este procedimento diz respeito ao controle de saídas não conforme nas empresas Autvix Engenharia e ADVIX Soluções.
1.1. Objetivo Específico
- Identificar e classificar as saídas não conformes;
- Isolar os itens não conformes para evitar seu uso indevido;
- Realizar a análise das causas das não conformidades;
- Implementar ações corretivas e preventivas;
- Documentar e monitorar o tratamento das não conformidades;
- Garantir a comunicação eficaz sobre as saídas não conformes entre as equipes envolvidas.
2. Modelo de Fluxo
Figura 1 – Fluxo de Controle de Saídas Não Conforme
3. Conteúdo
3.1. Definições
- Saídas não conforme: Resultado de um processo que possua qualquer divergência em relação à conformidade com os requisitos definidos para o mesmo;
- Retrabalho: Ação sobre saídas não conforme a fim de torná-las conforme aos requisitos antes de sua entrega ao processo seguinte;
- Cliente Interno: Responsável pelo processo seguinte antes de sua entrega ao cliente externo.
3.2. Definição, Identificação e Registro de Produto Não Conforme
3.2.1. Definição e Identificação
A saída não conforme se configura quando o resultado de um processo não atende plenamente aos requisitos para o mesmo. Ela pode ser identificada por um cliente interno, através do acompanhamento da realização do processo, ou através do cliente final.
3.2.2. Registro do produto Não Conforme
Quando identificado por um cliente interno (processos internos da Autvix), pode ser feito o registro no PCP/relatórios técnicos ou no formulário de RNC, a conscientização da equipe pode ser realizada através de reuniões e e-mail.
Quando identificado por um cliente externo (processo pós entrega) juntamente com a equipe Autvix, deve ser feito o registro da saída não conforme no RDO ou no formulário de RNC. Poderão ser utilizados como meio de comunicação da saída não conforme reuniões e e-mail.
O registro deve conter no mínimo as informações abaixo:
- Descreva a não conformidade;
- Descreva as ações tomadas;
- Descreva as concessões obtidas;
- Identifique a autoridade que decide a ação com relação a não conformidade.
3.2.3. Análise e Tratamento do Produto Não Conforme
Ao identificar a saída não conforme, ações imediatas poderão ser tomadas se for possível e caso não seja, o mesmo deverá ser encaminhado ao coordenador do projeto, que definirá a tratativa para cada caso.
Concessões poderão ser realizadas, caso essa seja definida como uma tratativa.
Os registros de saídas não conformes devem ser avaliados pelo setor responsável, que devem verificar o impacto do problema, o número de ocorrências, dentre outras informações.
Exemplos de ações que deverão ser tomadas pelo setor responsável:
- Correção;
- Segregação, contenção, retorno ou suspensão de provisão de produtos e serviços;
- Informação ao cliente;
- Obtenção de autorização para aceitação sob concessão;
- Execução de ações apropriadas quando for observado que a saída não conforme está sendo utilizado pelo cliente.
OBS.1 - Se a saída não conforme for identificado por um cliente externo e juntamente houver uma reclamação desta entrega, deverá ser imediatamente informado ao coordenador que irá analisar o ocorrido, definir as tratativas e caso se aplique fará a abertura de uma não conformidade.
OBS.2 – O Coordenador poderá considerar com necessário a abertura de não conformidade casos de reincidências de saídas não conformes ou ainda casos que o mesmo julgar como saída não conforme grave.
Ao ser corrigida, as saídas não conforme deverá passar por uma avaliação/verificação e ser validado junto ao cliente, para então ser considerado conforme.
4. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
ENG | FM-E-AUT-003-Plano e Controle de Projeto |
ENG | FM-E-AUT-005 - Relatório Técnico |
ENG | FM-E-AUT-001 - Relatório Diário de Obras |
SGI | FM-G-QMA-007-Registro de Não Conformidade e Ações Corretivas |
Tabela 1 – Documentos de Referência
5. Parte Interessada
- Todos os colaboradores.
6. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | ||||
Estágio de SGI | Assistente de SGI | Analista de SGI | Coordenador(a) de SGI | Direção | |
Identificação da Não Conformidade | S | E | R | A | I |
Registro da Não Conformidade | S | E | R | I | I |
Avaliação da Gravidade | I | E | R | A | I |
Definição da Ação Corretiva/Plano de Ação | S | E | R | A | I |
Implementação de Ação Corretiva | S | E | R | I | I |
Verificação da Eficácia das Ações | I | S | R | A | I |
Tabela 2 – Matriz de Responsabilidade
6.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
7. Sistema de Gestão Integrado
7.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Produtos ou serviços com defeitos ou falhas | Impacto na qualidade do produto final | Melhoria da qualidade através da identificação precoce | Estabelecer procedimentos claros para controle de saídas | Taxa de não conformidades registradas |
Impacto negativo no relacionamento e fidelização | Diminuição da satisfação do cliente | Redução de retrabalhos e desperdícios | Treinamento contínuo das equipes sobre saídas não conformes | Acompanhamento de ações corretivas implementadas |
Perda de materiais e tempo de produção | Aumento de custos devido a retrabalhos ou desperdícios | Oportunidade de melhorias contínuas no processo produtivo | Identificação e análise das causas raiz | Eficiência na implementação de ações corretivas |
Perda de credibilidade no mercado | Dificuldade em conquistar novos clientes e parceiros | Identificação de causas raiz e eliminação de falhas sistêmicas | Análise de causas e implementação de ações corretivas | Índice de reincidência de não conformidades |
Penalidades contratuais ou legais | Multas e sanções por descumprimento de normas | Desenvolvimento de novos controles e indicadores | Definição de KPIs para monitorar o controle de saídas | Tempo de resposta para resolver não conformidades |
Falta de conformidade com requisitos regulatórios | Risco de interdição ou suspensão das atividades | Fortalecimento do compliance e conformidade regulatória | Melhorar a comunicação e o fluxo de informações internas | Análise da conformidade com requisitos e normas regulatórias |
Maior incidência de doenças ocupacionais | Riscos ergonômicos | Aumento da produtividade e eficiência | Análise ergonômica do trabalho (AET) Ajuste do mobiliário e equipamentos Treinamento para colaboradores | Indicadores de saúde ocupacional Pesquisa de satisfação dos funcionários |
Tabela 3 – Perigos, Riscos e Oportunidades
7.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia | Alto consumo de energia devido ao armazenamento digital e servidores |
|
Tabela 4 – Aspectos e Impactos Ambientais
8. Período de Avaliação
A verificação periódica de documentos é essencial para garantir a conformidade e a atualização dos processos organizacionais. Esse processo pode ocorrer de forma anual, para assegurar uma revisão regular e organizada, ou quando necessário, respondendo a eventos como mudanças legais, alterações operacionais ou auditorias.
PR-G-QMA-005 - Não Conformidade e Ação Corretiva
Serra, 29 de abril de 2026.
A gestão eficaz de não conformidades e a implementação de ações corretivas são fundamentais para a melhoria contínua dos processos e para a manutenção da conformidade com os requisitos internos, normativos, legais e outros aplicáveis ao Sistema de Gestão Integrado. Este procedimento estabelece diretrizes para identificar, registrar, analisar e tratar as não conformidades de forma sistemática, prevenindo sua recorrência e contribuindo para o desempenho dos processos, a proteção do meio ambiente e a saúde e segurança dos colaboradores.
Todos os colaboradores têm a responsabilidade de relatar não conformidades e contribuir ativamente na identificação de suas causas e na implementação de ações corretivas eficazes. O engajamento nesse processo fortalece a cultura organizacional, promove a melhoria contínua, assegura a confiabilidade das operações e reforça o compromisso da empresa com a qualidade, o meio ambiente e a segurança.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte, o setor responsável pelo Sistema de Gestão Integrado deve ser consultado.
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
Sistema de Gestão integrada - Autvix Group
PR-G-QMA-005 - Não Conformidade e Ação Corretiva_Rev.08
1. Objetivo
Estabelecer diretrizes para identificar, registrar, analisar e tratar não conformidades relacionadas à qualidade, segurança e meio ambiente, bem como implementar ações corretivas eficazes, visando eliminar suas causas raiz, prevenir a recorrência e mitigar riscos à saúde e segurança dos colaboradores, além de impactos ambientais. O procedimento busca promover a melhoria contínua dos processos, produtos e serviços, assegurando a conformidade com requisitos legais, normativos e demais requisitos aplicáveis, bem como o atendimento às expectativas das partes interessadas.
1.1. Objetivo Específico
- Detectar, registrar e classificar as não conformidades, incluindo desvios de requisitos de qualidade, segurança e meio ambiente, assegurando a rastreabilidade das informações;
- Avaliar a criticidade e os riscos associados às não conformidades, considerando seus impactos à qualidade dos serviços, à saúde e segurança dos colaboradores e ao meio ambiente;
- Analisar e determinar a causa raiz das não conformidades, utilizando metodologias adequadas para evitar tratamentos superficiais;
- Definir, implementar e acompanhar ações corretivas eficazes, garantindo a eliminação das causas identificadas e a correção dos desvios;
- Verificar a eficácia das ações implementadas, assegurando que as não conformidades não se repitam;
- Prevenir a recorrência por meio da melhoria contínua dos processos, controles operacionais e do Sistema de Gestão Integrado;
- Garantir o atendimento aos requisitos legais, normativos e outros requisitos aplicáveis, bem como às diretrizes internas da organização;
- Incluir a análise de acidentes e incidentes, bem como a identificação e avaliação dos aspectos e impactos ambientais.
2. Fluxograma
2.1. Não Conformidade e Ação Corretiva
Figura 1 – Fluxo de Não Conformidade e Ação Corretiva
2.2. Monitoramento das Ações e Evidências
Figura 2 - Monitoramento das Ações e Evidências
3. Conteúdo
3.1. Definições
Não Conformidade: Qualquer desvio que possa comprometer a qualidade dos produtos e serviços, a saúde e segurança dos colaboradores ou causar impactos ao meio ambiente, devendo ser devidamente identificada, registrada e tratada.
Saída Não Conforme: Resultado de um processo que não atende aos requisitos estabelecidos pela organização ou expectativas do cliente, podendo envolver produtos, serviços, documentos ou informações com falhas, erros ou desvios; sua identificação é essencial para evitar o uso ou entrega inadequada.
Ação Corretiva: Ação implementada para eliminar a causa raiz de uma não conformidade identificada, ou de outra situação indesejável, com o objetivo de prevenir sua recorrência.
3.1.1. Conceituação e Aplicação
Não Conformidade (NC)
É o problema em si, ou seja, o não atendimento a um requisito.
- Pode ocorrer em qualquer área (qualidade, meio ambiente, segurança);
- Está ligada a processo, sistema, requisito legal ou norma;
- Gera necessidade de análise de causa e ação corretiva.
Saída Não Conforme
É o resultado do processo com erro, ou seja, o produto/serviço final que saiu errado.
- Está ligada diretamente à entrega ou resultado;
- Foco é controle do que foi gerado (bloquear, corrigir, retrabalhar);
- Nem sempre exige análise profunda de causa (mas pode gerar uma NC).
3.2. Identificação de Não Conformidade
As não conformidades podem ser identificadas por diferentes fontes no âmbito do Sistema de Gestão Integrado, sempre que houver o não atendimento a requisitos estabelecidos. Esses requisitos incluem normas aplicáveis, requisitos legais e regulamentares, requisitos contratuais e de clientes, bem como diretrizes internas da organização.
Incluem-se, entre outros:
- Requisitos das normas ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2018;
- Requisitos legais e regulamentares vigentes;
- Requisitos contratuais e expectativas das partes interessadas, especialmente clientes;
- Procedimentos internos, políticas, instruções de trabalho e demais documentos do Sistema de Gestão Integrado.
A identificação de não conformidades pode ocorrer por meio de diversas fontes, incluindo, mas não se limitando a: auditorias internas e externas, inspeções de rotina, monitoramento e medição de processos, análise de indicadores de desempenho, reclamações de clientes e outras partes interessadas, manifestações de órgãos reguladores, ocorrência de acidentes e incidentes, desvios operacionais, falhas em processos, não atendimento a requisitos ambientais, entre outros.
Toda não conformidade identificada deve ser formalmente registrada no formulário Registro de Não Conformidade e Ações Corretivas (FM-G-QMA-005), assegurando sua rastreabilidade, adequada análise, definição de ações e tratamento eficaz, em conformidade com os requisitos do Sistema de Gestão Integrado e com foco na melhoria contínua dos processos.
3.2.1. Registro e Análise Crítica da Não Conformidade
Para o registro de uma não conformidade, é necessário coletar informações mínimas que permitam avaliar se o evento se caracteriza como uma Não Conformidade (NC) ou Situação Não Conforme (SNC).
As informações obrigatórias incluem:
- Disciplina da ocorrência:
o Meio Ambiente;
o Saúde e Segurança;
o Qualidade.
- Data do evento;
- Horário da ocorrência (quando aplicável);
- Descrição do evento;
- Centro de custo;
- Descrição detalhada da ocorrência;
- Ação imediata adotada;
- Evidências (quando aplicável).
Todas as informações pertinentes ao tratamento deverão ser devidamente registradas no formulário “Registro de Não Conformidade e Ações Corretivas (FM-G-QMA-005)”. Nos campos iniciais do formulário, devem ser preenchidas as informações básicas da não conformidade, incluindo: dados da NC, identificação do colaborador (quando aplicável), detalhamento da ocorrência, avaliação por meio da matriz de risco (gravidade e potencial de gravidade) e, quando pertinente, o parecer médico.
Após a classificação do evento, será realizada a análise crítica por meio de reunião com as partes interessadas. Nessa etapa, serão complementadas as demais informações, as quais podem variar de acordo com a natureza e a complexidade da ocorrência.
3.2.2. Investigação de Causa
Deverá ser realizada a investigação da causa raiz da não conformidade, com o objetivo de avaliar a necessidade de implementação de ações corretivas. Para essa análise, podem ser utilizados métodos como os 5 Porquês ou o Diagrama de Ishikawa.
Para garantir maior efetividade na investigação, é fundamental a participação dos colaboradores envolvidos no processo em que ocorreu a não conformidade, permitindo um melhor detalhamento da ocorrência. Nos casos em que o principal colaborador envolvido não puder participar, o líder imediato deverá coletar e registrar as informações pertinentes, assegurando a qualidade da análise.
Adicionalmente, deve-se analisar e determinar se existem não conformidades similares ou se há potencial para que ocorram, de modo a ampliar o tratamento e prevenir recorrências em outros processos ou áreas.
É importante ressaltar que, para todas as não conformidades geradas, o representante pelo departamento de QMA deverá estar presente nas reuniões, a fim de assegurar a adequada condução das análises, a padronização do tratamento e o cumprimento dos requisitos do Sistema de Gestão Integrado.
3.2.3. Determinação e Implementação de Ações Corretivas
Após a identificação da causa raiz, os responsáveis devem registrar a ação imediata adotada e definir as ações a serem implementadas, de modo que assegurem a sua não recorrência, indicando os respectivos responsáveis e prazos. Essas informações devem ser documentadas no formulário “Registro de Não Conformidade e Ações Corretivas (FM-G-QMA-005)”, no campo destinado às ações corretivas e enviar por e-mail para os integrantes da reunião.
Após isso, será realizado o monitoramento das ações, no qual será acompanhada a implementação por parte dos responsáveis, bem como a apresentação de evidências que comprovem sua devida conclusão. As evidências podem variar, podendo incluir e-mails, registros fotográficos, documentos, entre outros.
Caso alguma ação não seja implementada no prazo estabelecido, o responsável deverá apresentar uma justificativa coerente, reprogramar o prazo para implementação e comunicar formalmente os envolvidos.
3.2.4. Análise Crítica da Eficácia
A análise da eficácia das ações será realizada por um responsável ou representante da equipe de QMA, com o objetivo de verificar se as ações implementadas estão sendo efetivas. Essa avaliação poderá ser realizada considerando a não recorrência da não conformidade ao longo de um determinado período de tempo, bem como por meio de verificação junto ao responsável pela ação.
Caso seja constatado que a ação não foi eficaz, deverá ser realizada uma reunião com o responsável, a fim de promover a revisão, atualização ou cancelamento da ação. Nesses casos, será obrigatória a apresentação de uma justificativa devidamente registrada.
3.2.5. Riscos e Oportunidades
As não conformidades devem ser analisadas considerando os riscos e as oportunidades associados, avaliando seus impactos potenciais sobre os processos, o desempenho ambiental e a saúde e segurança dos trabalhadores. Quando necessário, devem ser definidas e implementadas ações complementares que assegurem a sua não recorrência, bem como o tratamento adequado dos riscos identificados e o aproveitamento das oportunidades de melhoria.
3.2.6. Mudanças no Sistema de Gestão
Sempre que aplicável, deve-se avaliar a necessidade de promover ajustes no Sistema de Gestão Integrado em decorrência das não conformidades identificadas, de modo que assegurem a sua não recorrência. Essas mudanças podem envolver a revisão de processos, a atualização de documentos, a melhoria de controles ou a capacitação de colaboradores, garantindo a eficácia e a melhoria contínua do sistema.
4. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
QMA | FM-G-QMA-005-Registro de Não Conformidade e Ações Corretivas |
SSEG | PR-G-SSEG-001-Gestão de Acidentes e Incidentes |
QMA | PR-G-QMA-007-Identificação e avaliação dos aspectos e impactos ambientais |
Tabela 1 – Documentos de Referência
5. Parte Interessada
Departamentos: Qualidade e Meio Ambiente e Saúde e Segurança;
Diretoria;
Colaboradores;
Coordenação e liderança.
6. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | |||
Coordenação/Liderança | Colaborador | Equipe QMA | Direção | |
Registro da não conformidade | R | R | R/S | I |
Identificação da Não Conformidade | S | S | R | I |
Análise da Causa Raiz | C | C | R | I |
Desenvolvimento da Ação Corretiva | S | S | R | I |
Implementação da Ação Corretiva | R/I | I | R | I |
Comunicação dos resultados | I | I | R | I |
Tabela 2 – Matriz de Responsabilidade
6.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
7. Sistema de Gestão Integrado
7.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Falhas na qualidade e reputação prejudicada | Perda de clientes devido à insatisfação | Melhoria contínua e maior confiabilidade | Identificar causas e envolver todos os níveis | Auditorias regulares e feedback de clientes |
Ações corretivas mal implementadas | Recorrência de não conformidades | Implementação eficaz de soluções duradouras | Definir plano de ação detalhado e acompanhar prazos | Acompanhar resultados das ações corretivas |
Falta de conscientização sobre conformidade | Erros frequentes na execução de processos | Fortalecimento da cultura organizacional | Promover treinamentos e comunicação interna | Medir engajamento e eficácia dos treinamentos |
Processos não documentados ou mal definidos | Falhas operacionais e falta de padronização | Otimização de processos e maior controle | Revisar e padronizar processos periodicamente | Monitorar desempenho e eficácia dos controles |
Causa raiz mal definidas ou interpretadas | Reincidência de falhas | Melhoria na análise crítica e tomada de decisão | Padronizar metodologia de análise de causa | Monitorar redução de reincidências |
Descumprimento de requisitos legais e outros requisitos | Penalidades, multas e danos à imagem | Fortalecimento da conformidade legal e institucional | Identificar, atualizar e atender requisitos aplicáveis | Avaliar periodicamente a conformidade legal |
Postura inadequada durante longos períodos | Desenvolvimento de LER/DORT, dores musculares e fadiga | Implantação de práticas ergonômicas e pausas ativas | Avaliação ergonômica do posto de trabalho e orientação aos colaboradores | Número de afastamentos ou queixas relacionadas à ergonomia |
Área mal sinalizada, piso escorregadio | Quedas e acidentes em áreas comuns | Melhoria na acessibilidade e sinalização do ambiente de entrevista | Inspeção periódica dos espaços | Número de incidentes registrados por NC |
Tabela 3 – Perigos, Riscos e Oportunidades
7.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia elétrica | Consumo de recursos naturais | · Implantar práticas de uso racional de energia; · Utilizar lâmpadas e sistemas eficientes, conscientização dos colaboradores. |
Consumo de água | · Planejar o uso racional da água; · Monitorar o consumo mensal; · Capacitar colaboradores sobre boas práticas de economia de água; · Reutilizar água sempre que possível. | |
Geração de resíduo recicláveis | Consumo de recursos naturais e geração de resíduos | · Implantar coleta seletiva; · Campanha para reduzir consumo de papel; · Capacitar colaboradores quanto à segregação correta. |
Tabela 4 – Aspectos e Impactos Ambientais
8. Período de Avaliação
A verificação periódica de documentos é essencial para garantir a conformidade e a atualização dos processos organizacionais. Esse processo pode ocorrer de forma anual, para assegurar uma revisão regular e organizada, ou quando necessário, respondendo a eventos como mudanças legais, alterações operacionais ou auditorias.
PR-G-QMA-006 - Monitoramento e Avaliação da Satisfação do Cliente
Serra, 09 de abril de 2025.
O monitoramento e a avaliação da satisfação do cliente são processos fundamentais para garantir a melhoria contínua dos produtos, serviços e do relacionamento com os clientes. Através desse procedimento, é possível identificar percepções, expectativas e pontos de melhoria, contribuindo para o fortalecimento da imagem da empresa e a fidelização dos clientes.
A satisfação do cliente está diretamente ligada à qualidade do atendimento, à eficiência na entrega de soluções e à capacidade da organização em superar as expectativas. Monitorar essa satisfação permite à empresa agir de forma proativa, corrigindo falhas, aperfeiçoando processos e promovendo ajustes que agreguem valor ao cliente.
Além disso, o acompanhamento sistemático da opinião dos clientes fornece dados estratégicos que orientam tomadas de decisão mais assertivas, alinhadas às reais necessidades do mercado. Dessa forma, o procedimento de monitoramento e avaliação da satisfação do cliente não só contribui para o crescimento sustentável do negócio, como também reforça o compromisso da organização com a excelência, a transparência e o respeito ao cliente.
Em caso de dúvidas sobre este procedimento ou necessidade de suporte na gestão de documentos, entre em contato com o setor responsável:
E-mail: sgi@autvix.com.br
Atenciosamente,
Sistema de Gestão Integrada - Autvix Group
PR-G-QMA-006 - Monitoramento e Avaliação da Satisfação do Cliente_Rev.00
1. Objetivo
Este documento tem como objetivo estabelecer um processo para avaliar a percepção e satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados, garantindo a melhoria contínua e o alinhamento às expectativas do cliente.
1.1. Objetivo Específico
- Implementar um sistema de coleta de feedback para medir a satisfação dos clientes em diferentes etapas da prestação do serviço;
- Identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria com base na percepção dos clientes;
- Garantir que as informações coletadas sejam analisadas e utilizadas para aprimorar os processos e a qualidade dos serviços;
- Promover ações corretivas e preventivas com base nas respostas obtidas, visando o aprimoramento da experiência do cliente.
2. Modelo de Fluxo
Figura 1 – Fluxo de Monitoramento e Pesquisa de Satisfação
3. Conteúdo
Para assegurar a qualidade na entrega dos projetos e a segurança dos trabalhadores, a Autvix desenvolveu uma metodologia para captar a percepção dos clientes durante e após a prestação de serviços. Com essa abordagem, a empresa busca reduzir falhas e não conformidades nos processos internos, garantindo um alto padrão de entrega e satisfação do cliente.
3.1. Pesquisa de Satisfação
A pesquisa de satisfação do cliente tem como objetivo avaliar, de forma detalhada, a qualidade de cada serviço prestado. Para isso, os indicadores são segmentados por tipo de serviço, permitindo que as perguntas sejam específicas para cada categoria mapeada na pesquisa.
A pesquisa deve ser enviada por e-mail conforme a seguinte periodicidade:
a. Contratos de longo prazo: a cada 6 meses;
b. Contratos de médio e curto prazo: ao término do contrato.
A pesquisa é realizada por meio do formulário FM-G-QMA-008 - Pesquisa de Satisfação, disponível no link: https://forms.office.com/r/VkeS4gCxYs.
3.2. Monitoramento Periódico da Perspectiva do Cliente
O monitoramento da percepção do cliente tem como objetivo captar sua avaliação durante a execução do projeto. As perguntas são abrangentes, abordando aspectos como planejamento, prazos, segurança, meio ambiente, qualidade e competência técnica, tornando-se aplicáveis a qualquer tipo de serviço prestado.
O monitoramento deve ser conduzido pelos líderes, coordenadores ou gestores do projeto, a cada 15 dias, utilizando o formulário FM-G-QMA-015-Monitoramento da Perspectiva do Cliente. O responsável pela ligação deverá preencher o formulário com base na percepção do cliente durante a conversa. O formulário está disponível no link: https://forms.office.com/r/dBeqZURjpf.
3.3. Canal de Comunicação
O canal de comunicação é uma forma importante de as partes interessadas externas se comunicarem com a Autvix. Ele permite que informações, dúvidas e sugestões sejam compartilhadas de maneira eficiente, fortalecendo o relacionamento e garantindo que as necessidades e expectativas dos stakeholders sejam ouvidas e atendidas de forma adequada. Esse canal facilita o diálogo contínuo e transparente, promovendo a confiança e a colaboração entre a empresa e suas partes interessadas.
4. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
SGI | FM-G-QMA-008-Pesquisa de Satisfação |
SGI | FM-G-QMA-015-Monitoramento da Perspectiva do Cliente |
Tabela 1 – Documentos de Referência
5. Parte Interessada
- Coordenadores;
- Líderes;
- Gestores de contratos;
- Direção;
- SGI;
- Colaboradores.
6. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | |||||
Coordenadores | Líderes | Gestor do contrato | Analista de SGI | Coordenador de SGI | Direção | |
Definição dos Critérios de Avaliação | I | I | I | E | R | A |
Planejamento do Monitoramento | I | I | I | E | R | A |
Coleta da Percepção do Cliente | E | E | E | R | I | I |
Registro das Informações | E | E | E | R | I | I |
Análise dos Dados Coletados | I | I | I | R | A | I |
Relato de Não Conformidades e ação corretiva | I | I | I | R | A | I |
Reporte aos Gestores e Partes Interessadas | I | I | I | R | A | I |
Revisão Periódica do Procedimento | I | I | I | R | A | I |
Tabela 2 – Matriz de Responsabilidade
6.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
7. Sistema de Gestão Integrado
7.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Falta de capacitação da equipe | Atendimento insatisfatório e aumento de reclamações | Treinamento contínuo melhora a experiência do cliente | Realizar treinamentos periódicos e reciclagens | Pesquisas de satisfação, tempo médio de atendimento |
Comunicação ineficaz | Ruídos na comunicação e retrabalho | Melhorando a comunicação, evita-se insatisfação | Implementar scripts de atendimento | Índice de retrabalho, taxa de resolução no primeiro contato |
Ausência de feedback do cliente | Melhorias não são identificadas a tempo | Coletando feedback, melhorias podem ser feitas | Criar canais de comunicação para feedback | Índice de satisfação, taxa de respostas em pesquisas |
Tabela 3 – Perigos, Riscos e Oportunidades
7.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia | Consumo de energia não renovável: Alto consumo de energia devido ao armazenamento digital e servidores |
|
Geração de resíduos | Aumento de resíduos eletrônicos e papel, contribuindo para a poluição |
|
Tabela 4 – Aspectos e Impactos Ambientais
8. Período de Avaliação
A área responsável pela elaboração do documento deve revisá-lo anualmente para garantir que ele permaneça alinhado com a atividade ou processo. Esse prazo pode ser antecipado caso o processo seja revisado antes de completar um ano. Dessa forma, prevenimos a obsolescência de documentos e evitamos a disseminação de informações incorretas aos colaboradores.
PR-G-QMA-007 - Identificação e Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais
Serra, 28 de abril de 2026.
Atenciosamente,
Qualidade e Meio Ambiente - Autvix Group
PR-G-QMA-007 - Identificação e Avaliação dos Aspectos e Impactos Ambientais_Rev.00
1. Objetivo
Estabelecer critérios e diretrizes para a identificação, análise e avaliação dos aspectos e impactos ambientais decorrentes das atividades, produtos e serviços da organização, de modo a prevenir a poluição, reduzir impactos negativos ao meio ambiente, potencializar impactos positivos e assegurar o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos aplicáveis, promovendo a melhoria contínua do desempenho ambiental no âmbito do Sistema de Gestão Integrado.
1.1. Objetivo Específico
- Identificar os aspectos ambientais relacionados às atividades, produtos e serviços da organização e avaliar os impactos ambientais associados, considerando condições normais, anormais e de emergência;
- Classificar a significância dos impactos ambientais com base em critérios previamente estabelecidos e determinar o controle operacional;
- Estabelecer medidas de prevenção, mitigação ou controle dos impactos ambientais identificados;
- Assegurar o atendimento à legislação ambiental aplicável e outros requisitos subscritos pela organização;
- Promover a melhoria contínua do desempenho ambiental;
- Manter registros atualizados das avaliações de aspectos e impactos ambientais.
2. Modelo de Fluxo
Figura 1 – Fluxo de Identificação de Aspectos Ambientais
3. Termos e Definições
- Aspecto ambiental: Elemento das atividades, produtos ou serviços da organização que pode interagir com o meio ambiente;
- Impacto ambiental: Alteração no meio ambiente, adversa ou benéfica, resultante total ou parcialmente dos aspectos ambientais das atividades, produtos ou serviços da organização;
- Ações de controle: São medidas estabelecidas pela organização com o objetivo de eliminar ou reduzir a probabilidade de ocorrência de impactos ambientais negativos decorrentes de suas atividades, produtos ou serviços. Essas ações atuam de forma preventiva e operacional, visando manter os processos sob controle, garantindo o atendimento aos requisitos legais e a proteção ao meio ambiente.
- Planos de mitigação: Correspondem ao conjunto de ações planejadas para minimizar, corrigir ou compensar os impactos ambientais negativos identificados, especialmente quando não é possível evitá-los completamente.
4. Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais
4.1. Identificação de Aspectos Ambientais
A identificação dos aspectos ambientais é realizada tanto na sede da Autvix quanto nos projetos, sempre que houver necessidade de avaliar os impactos que as atividades podem causar ao meio ambiente.
Para essa identificação, são analisadas as atividades desenvolvidas pela Autvix, visando determinar os respectivos aspectos ambientais e seus potenciais impactos. Esse processo é conduzido por meio do formulário Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais (FM-G-QMA-014), aplicado à sede, e do formulário Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de Projetos (FM-G-QMA-015), utilizado nos projetos.
Nesses formulários, são registrados os aspectos ambientais identificados, os possíveis impactos associados, bem como a avaliação de sua significância, conforme critérios estabelecidos. Com base nessa análise, são definidas ações de controle e planos de mitigação, visando prevenir, reduzir ou eliminar os impactos ambientais identificados.
4.2. Caracterização
A caracterização dos aspectos e impactos ambientais é realizada com base em critérios previamente definidos, que permitem avaliar a relevância e priorização dos impactos associados às atividades da organização. Para isso, são considerados os seguintes parâmetros:
Situação (Planejada ou Não Planejada)
Refere-se à condição em que o aspecto ambiental ocorre:
- Planejada: quando a atividade é rotineira e controlada;
- Não planejada: quando ocorre de forma inesperada, como falhas operacionais ou incidentes.
Classe
Refere-se à natureza do impacto ambiental associado ao aspecto identificado, classificando-o quanto ao seu efeito sobre o meio ambiente:
- Benéfica: quando o impacto gera efeito positivo, como redução de consumo de recursos naturais, reciclagem ou melhorias ambientais;
- Adversa: quando o impacto gera efeito negativo, como poluição, geração de resíduos, contaminação ou degradação ambiental.
Incidência (Direta ou Indireta)
Indica o grau de controle da organização sobre o aspecto ambiental:
- Direta: gerada pelas próprias atividades da organização;
- Indireta: proveniente de atividades de terceiros ou fornecedores, sobre as quais a organização possui influência.
Frequência
Refere-se à periodicidade com que o aspecto ambiental ocorre, podendo variar de eventual a contínuo, sendo um fator importante para avaliação do impacto.
Condição (Normal e Anormal)
Define o cenário operacional em que o aspecto ocorre:
- Normal: durante a operação regular;
- Anormal: em situações fora da rotina, como paradas, manutenções ou desvios operacionais.
Temporalidade
Indica a duração do impacto ambiental:
- Passado: Já ocorreu, mas ainda pode gerar consequências;
- Atual: Está acontecendo no presente;
- Futuro: Pode vir a acontecer, caso uma nova atividade seja iniciada.
Abrangência
Refere-se à extensão do impacto ambiental:
- Meu setor: Impacto restrito à área local;
- Limites da empresa: Limites da empresa;
- Além dos limites da empresa: Ultrapassa os limites físicos da organização.
4.3. Significância
A avaliação da significância dos aspectos e impactos ambientais é realizada com base na análise de critérios que permitem mensurar o nível de risco e priorizar as ações de controle e mitigação. Para isso, são considerados os seguintes parâmetros:
Probabilidade
Refere-se à chance de ocorrência do impacto ambiental, considerando a frequência e as condições em que a atividade é realizada.
Severidade
Está relacionada à magnitude ou gravidade do impacto ambiental gerado, considerando a extensão do dano ao meio ambiente, podendo envolver contaminação, degradação de recursos naturais ou impactos à saúde e segurança.
Importância
É o resultado da soma entre a Probabilidade e a Severidade.
Significância
A significância do aspecto ambiental é determinada a partir da combinação dos critérios de probabilidade, severidade e importância, normalmente por meio de uma metodologia de pontuação.
- Significância = Probabilidade + Severidade = Importância
Se o resultado da avaliação for superior a 4, o impacto será considerado significativo, exigindo maior atenção e controle sobre a atividade. Caso o resultado seja igual ou inferior a 4, o impacto não será considerado significativo, devendo ser adotadas ações de controle, porém sem a necessidade de monitoramento contínuo.
4.4. Ciclo de Vida
A análise de ciclo de vida consiste na avaliação dos aspectos e impactos ambientais associados às atividades da organização ao longo de todas as etapas do seu ciclo, desde a aquisição de insumos até a destinação final e uso pós-entrega.
Para fins deste procedimento, o ciclo de vida é analisado considerando, quando aplicável, as seguintes etapas:
- Aquisição: compra de materiais, insumos e contratação de serviços;
- Transporte: deslocamento de materiais, equipamentos e colaboradores;
- Armazenamento: estocagem de materiais e insumos;
- Execução/Manutenção: realização das atividades operacionais e técnicas;
- Escritório: atividades administrativas e de apoio;
- Desmobilização: encerramento de atividades e retirada de estruturas;
- Destinação Final: descarte ou tratamento de resíduos gerados;
- Uso Pós-Entrega: impactos relacionados ao uso do serviço ou produto pelo cliente.
4.5. Armazenamento e Destinação Final
Armazenamento: Indica o local e as condições em que o material, resíduo ou substância, decorrente da atividade descrita, é armazenado, quando aplicável, considerando critérios de segurança, controle ambiental e conformidade legal.
Destinação Final: Refere-se à forma de destinação, tratamento ou disposição final dos materiais ou resíduos gerados, assegurando que sejam realizados de maneira ambientalmente adequada e em conformidade com os requisitos legais aplicáveis.
4.6. Ações Para Controle e/ou Mitigação
As ações para controle e/ou mitigação são estabelecidas com o objetivo de eliminar, reduzir ou controlar os impactos ambientais adversos identificados, bem como potencializar os impactos benéficos decorrentes das atividades da organização.
Para os aspectos ambientais classificados como significativos, devem ser definidas e implementadas ações de controle operacional e, quando aplicável, planos de mitigação específicos, considerando a natureza, a magnitude e a criticidade do impacto identificado.
5. Documentos de Referência
ÁREA | DOCUMENTO |
QMA | FM-G-QMA-014 - Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais |
QMA | FM-G-QMA-015 - Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de Projetos |
Tabela 1 – Documentos de Referência
6. Parte interessada
SESMT; QMA, Coordenador do projeto.
7. Matriz de Responsabilidade
Processos | Matriz de funções e responsabilidades | |||||
Estágio SGI | Assistente SGI | Analista SGI | Coordenação SGI | SESMT | Gerente de Projeto | |
Levantamento das Atividades e Serviços | S | E | R/E | I | C | C |
Identificação dos Aspectos e Impactos Ambientais | S | E | R/E | I | C | I |
Avaliação da Significância | S | E | R/E | I | I | I |
Avaliação de Condições Operacionais | S | E | R/E | I | I | I |
Definição de Ações de Controle | S | E | R/E | I | C | I |
Elaboração de Planos de Mitigação | S | E | R/E | I | C | I |
Registro e Documentação | S | E | R/E | I | N.A | N.A |
Monitoramento e Revisão | S | E | R/E | I | N.A | N.A |
Tabela 2 – Matriz de Responsabilidade
7.1. Legenda
- A (Aprova): Tem a autoridade para revisar e aprovar o trabalho realizado, garantindo que os critérios e padrões estão sendo atendidos;
- C (Consulta): Deve ser consultado durante o processo para fornecer informações ou suporte especializado, mas não é o responsável direto;
- E (Executa): Pessoa ou equipe que executa tarefas práticas, mas sem responsabilidade decisória ou autoridade para aprovar;
- I (Informado): Deve ser informado sobre o andamento ou conclusão da tarefa, pois pode ser impactado pelo resultado, mas não participa diretamente do processo;
- R (Responsável): Responsável pela tarefa ou processo. É a pessoa ou equipe que realiza a ação;
- S (Suporte): Auxilia na execução das tarefas, fornecendo recursos ou assistência, mas sem responsabilidade ou autoridade decisória;
- V (Verifica): Responsável por revisar a conformidade do processo ou tarefa antes da aprovação, assegurando que os requisitos foram atendidos.
8. Sistema de Gestão Integrado
8.1. Perigos, Riscos e Oportunidades
Perigos | Riscos | Oportunidades | Pontos de ações | Monitoramento e medição |
Segurança e Qualidade | ||||
Processos de identificação de aspectos ambientais não documentados ou mal definidos | Identificação incompleta ou inconsistente dos aspectos e impactos ambientais | Padronização e melhoria da metodologia de identificação e avaliação | Revisar e padronizar a metodologia e os formulários de levantamento de aspectos e impactos ambientais | Monitorar a aplicação da metodologia e a consistência das avaliações realizadas |
Erros humanos durante a identificação e avaliação dos aspectos ambientais | Classificação incorreta dos impactos e falhas na determinação da significância | Melhoria na detecção de impactos e aumento da confiabilidade das análises | Realizar treinamentos periódicos e utilizar ferramentas padronizadas de apoio | Avaliar a taxa de inconsistências identificadas em auditorias e revisões |
Falta de recursos para realização das avaliações ambientais | Comprometimento da eficácia do levantamento e atualização dos aspectos ambientais | Otimização do uso de recursos e priorização de aspectos significativos | Definir recursos necessários e planejar as avaliações conforme criticidade | Monitorar a execução das avaliações e a cobertura dos processos avaliados |
Falha na padronização dos registros e documentos ambientais | Perda de rastreabilidade e dificuldade na análise histórica dos aspectos e impactos | Melhoria na gestão documental e organização das informações | Padronizar formulários, registros e controles de documentos ambientais | Verificar a rastreabilidade dos registros e controle de versões dos documentos |
Armazenamento inadequado de materiais e resíduos identificados no processo | Contaminação do solo, água e riscos ambientais | Melhoria nas práticas de armazenamento e controle ambiental | Implementar boas práticas de armazenamento e segregação de resíduos | Realizar inspeções periódicas e monitorar não conformidades ambientais |
Falhas na identificação de aspectos em situações anormais ou de emergência | Subavaliação de riscos ambientais e ausência de controles adequados | Fortalecimento da gestão de riscos ambientais | Incluir cenários de emergência e condições anormais na avaliação | Monitorar ocorrências ambientais e revisar avaliações após incidentes |
Problemas de saúde, como lesões musculoesqueléticas e fadiga | Riscos ergonômicos | Aumento da produtividade e eficiência | Análise ergonômica do trabalho (AET) Ajuste do mobiliário e equipamentos Treinamento para colaboradores | Indicadores de saúde ocupacional Pesquisa de satisfação dos funcionários |
Queda no mesmo nível (Tropeço, escorregão) | Lesões, afastamentos, passivos trabalhistas | Melhoria das condições de trânsito interno; ambiente mais seguro | Manutenção preventiva de pisos, sinalização de áreas de risco, campanhas educativas | Registro de acidentes, inspeções de segurança, indicadores de afastamento |
Tabela 3 – Perigos, Riscos e Oportunidades
8.2. Aspectos e Impactos Ambientais
Aspectos | Impactos | Meios de controles |
Consumo de energia elétrica | Consumo de recursos naturais | · Implantar práticas de uso racional de energia; · Utilizar lâmpadas e sistemas eficientes. |
Consumo de água | · Planejar o uso racional da água; · Monitorar o consumo mensal; · Capacitar colaboradores sobre boas práticas de economia de água; · Reutilizar água sempre que possível. | |
Geração de resíduo recicláveis | Consumo de recursos naturais e geração de resíduos recicláveis | · Implantar coleta seletiva; · Campanha para reduzir consumo de papel; · Capacitar colaboradores quanto à segregação correta. |
Emissão de gases poluentes (CO₂ e material particulado) | Contribuição para poluição do ar e aquecimento global | · Manter manutenção veicular e de equipamentos; · Priorizar transporte coletivo. |
Tabela 4 – Aspectos e Impactos Ambientais
9. Período de Avaliação
A área responsável pela elaboração do documento deve revisá-lo anualmente para garantir que ele permaneça alinhado com a atividade ou processo. Esse prazo pode ser antecipado caso o processo seja revisado antes de completar um ano. Dessa forma, prevenimos a obsolescência de documentos e evitamos a disseminação de informações incorretas aos colaboradores.